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Educação a Distância como Ferramenta no Combate ao Analfabetismo de Jovens e Adultos em São Paulo
BERNARDINA VALDENIA NAKAZONE



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                                                 AGRADECIMENTOS

 

 

                 Aos meus queridos amigos que são grandes incentivadores e que me acompanham sempre, seja em corpo ou em pensamento, a minha mãe Tereza Ferreira de Medeiros com todo o meu carinho e respeito.

                 Em especial a atenção e orientação sempre carinhosa das Professoras Mestra Celly Adelina Molitor, Mestra Claudia Morais Lietti e Mestra Silvia Tavares de Oliveira.

                 Aos professores, coordenadores, mestres e doutores em educação, docentes do curso de pedagogia do UniFMU.  Os que passaram e aos que estão sempre presentes e conscientes da paciência e dedicação dispensadas a nós alunos e alunas, ansiosos e impulsivos na busca de novos conhecimentos.

                 Pela indispensável colaboração dos Mestres e Doutores em Educação à Distância de São Paulo, Profº. Waldomiro Loyolla e Profº. Ricardo Crepalde, que gentilmente colaboraram com essa pesquisa, colocando à disposição desse trabalho suas experiências e conhecimentos em educação à distância.

                 A gentil colaboração da Profª. Mercia da Costa Lins (tradução em Inglês) e Beatriz, secretária geral da ABED.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

O uso da centenária educação à distância, como uma ferramenta para a educação de jovens e adultos em São Paulo, é uma proposta a partir de parcerias com as Subprefeituras do Município, como uma alternativa que auxiliará no combate dos crescentes índices de analfabetismo nas grandes cidades como São Paulo. O objetivo desta pesquisa é investigar o processo de educação à distância desenvolvido no Brasil, o mecanismo necessário para o seu funcionamento e o que ela representa. A revisão bibliográfica baseou-se, em grandes autores consagrados, como Maia (2000), que relatou no seu trabalho as inúmeras possibilidades de recursos e ferramentas que podem ser utilizadas e desenvolvidas na grande rede, para criar novos ambientes de aprendizagem. Segundo Moran (1998), educamos-nos por meio das múltiplas formas de comunicação, com as inúmeras interações com as pessoas com quem convivemos. A metodologia de construção foi feita com base na revisão bibliográfica para entender o processo educativo à distância no Brasil e propor como ferramenta. Aplicou-se dois questionários abertos para coleta de dados, com educadores do sexo masculino especialistas em educação à distância, que trabalham em instituição que mantém cursos de ensino à distância. Observou-se que nessa modalidade de ensino não existe uma metodologia única, ela deve ser flexível, abrangente e fortemente embasada nos meios de comunicação. A análise comparativa baseou-se nos autores utilizados na revisão bibliográfica em comparação com os resultados obtidos nas entrevistas, resultando em uma visão clara de que a educação à distância poderá beneficiar uma população que deseja continuar os estudos. O trabalho em parceria é fundamental para buscar soluções, as ações educativas que essa modalidade de ensino pode oferecer.

 

Unitermos: Educação à distância; Ferramenta; Analfabetismo.

 

 

 

 

 

 

 

                                                    Abstract

 

The use of a centenary education by distance, as an instrument to educate young and adults in São Paulo, is a proposal from a partnership with Subprefeituras do Município, as an alternative. This will help on the combat of increasing index of illiteracy in big cities like São Paulo. The objective of this research is to investigate the education process by distance developed in Brazil. The necessary organization to it functional and what it represents. The bibliographic review was based, in important authors, as Maia (2000),  related  in  his  work

innumber possibilities resources and instruments that can be used and developed in big network to create new learning environment. According to Moran (1998), we educate ourselves by multiply communication media, with innumber ways of communication with many people that we know. The construction methodology was based in bibliografhic review to understand the educative process by distance in Brasil and proposes it like an instrument. It was applicated two tests for the public to the collect, with male teachers’ specialists in education by distance witch works in institutions that keep courses by distance. It was observed that this modality doesn’t have just one methodology it has to be flexible, enclose and intense embased in communication media. The comparative analyses was based in authors utilized in a bibliographic review in compared with the results got in interviews, resulting in a clean vision that education by distance can benefit a population that want to study. The partnership work is fundamental to have solutions. The educative actions that this one can offer.

 

Keywords: Education by distance, instrument, illiteracy.

 

 

 

 

 

                                                             SUMÁRIO

 

 

 

1 - INTRODUÇÃO.....................................................  07

2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................................   09

     2.1 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Breve Histórico.........................  10

     2.2 - O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?..................................  12

     2.3 - A IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO

             PARA O ENSINO...................................................................  13

     2.4 - A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO ESTADO SÃO PAULO......  15

     2.5 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES...  17

     2.6 - A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA COMO FERRAMENTA PARA AUXILIAR

             NO COMBATE AO ANALFABETISMO DE JOVENS E ADULTOS...19

             2.6.1 - A Importância das Subprefeiras para o Funcionamento
da Educação à Distância como Ferramenta........................................  21

3 - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.........................................  24

4 - APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS.............................................  27

      4.1 - Entrevista com Professor A.............................................  27

      4.2 - Entrevista com Professor B.............................................. 29

5 - ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS................................. 31

6 - CONCLUSÃO.................................................. 36

7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................  39

 

 

 

 

 

 

1 - INTRODUÇÃO

 

                 A educação a distância é um dos setores educacionais que mais crescem hoje.  Apesar de ter destaque a partir dos anos 90 com a popularização da Internet, não é uma metodologia nova no Brasil.

                 Não há consenso quanto ao início dos cursos de ensino por correspondência, alguns autores apontam como a primeira geração de cursos de educação à distância o ano de 1904.

                 O termo educação a distância denomina um processo de auto-aprendizagem, que permite um estudo autônomo para o aluno, ocorre por meio de ensino-aprendizagem, tecnologicamente, no qual o professor e o aluno estão separados espacial ou temporalmente. Mesmo eles não estando juntos de maneira presencial, estarão conectados por meios tecnológicos como: Internet, correio, rádio, televisão, vídeo, CD rom, telefone, fax e tecnologias semelhantes, estando ou não em locais de difícil acesso, ou onde o professor não possa estar presencialmente.

                 Ao analisar a educação a distância como um meio de educação de massa existente no Brasil, percebe-se sua importância como ferramenta para o ensino fundamental na Educação de Jovens e Adultos, para auxiliar no combater ao analfabetismo.

      A educação a distância pode ser utilizada de forma consistente pelos educadores, facilitando a questão daqueles que não podem estar presentes.  Qualquer que seja a forma de educação à distância, ela será um processo que não ocorrerá só à distância, havendo momentos em que a presença do aluno será necessária em sala de aula, para a continuidade do aprendizado, para a confirmação dos resultados dessa aprendizagem, para o pleno entendimento das situações-problemas apresentadas metodologicamente e na avaliação.

                 Nessa modalidade de ensino há uma maior flexibilidade em relação a tempo e espaço, tanto para o aluno como para a escola e o professor, uma forma de atingir grandes contingentes em qualquer lugar do planeta.  Permite uma maior flexibilidade de acesso à educação e uma relação personalizada entre o aluno e o professor, seja qualquer uma das formas a distância escolhida.

                  Esta pesquisa tem por objetivo investigar o processo de educação à distância desenvolvido no Brasil, o mecanismo necessário para o seu funcionamento como ferramenta e o que ela representa, possibilitando a inserção educacional para os impossibilitados de freqüentar a escola.

                 O índice de analfabetismo no Brasil cresce numa proporção muito rápida, é preocupante e pode encontrar na educação a distância uma ferramenta importante para diminuí-lo.

                 Apesar de sua existência centenária no Brasil, a educação a distância poderia ter uma maior participação no processo ensino-aprendizagem, se houvesse um trabalho em parceria para esse fim, entre as várias instituições comprometidas com esse processo, incluindo-se as Subprefeituras, além dos órgãos governamentais, uma vez que a educação trata de questões relevantes em vários segmentos, referindo-se ao agir, ao pensar e ao entendimento social.

                

 

 

2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

                  A formação à distância é uma ação conjunta do aluno e do sistema de ensino que se constitui da organização do fazer pedagógico do aluno. Cada um como agente do seu próprio conhecimento.

                  Essa organização é quem propicia um aprendizado independente e flexível, no tempo e no espaço do aluno. Para Demo (2000), o grande problema da educação a distância é à distância que nela se coloca. Em perspectiva futura, as formas virtuais de educação serão sem dúvida, tão comuns, ou talvez mais comuns que as formas presenciais.

                  O estudante que opta por realizar seus estudos à distância, o faz por uma série de razões.  Entre essas, o modo como organizar suas atividades futuras no tempo e no espaço estão incluídos nessa escolha.

                  A educação a distância desperta no aluno o interesse para estudar a partir do seu próprio esforço, sua autonomia, tornando-o agente do seu próprio conhecimento.

                  Nessa trajetória o aluno encontrará na figura do professor, um mediador pedagógico, que o conduzirá a compreensão, conectada por meios de comunicação de sua escolha.  Presença fundamental na educação à distância seja qual for à ferramenta utilizada. A produção do material e do método pedagógico dependerá exclusivamente do professor que conduzirá o processo.

                  A área de tecnologia da informação dá a sua fundamental contribuição para a existência da educação à distância tendo o apoio dos vários meios de comunicação, seja o rádio, a televisão, o fax, telefone ou a atualíssima internet.

                  De modo que os cursos oferecidos à distância devem ser flexíveis para permitir que, mesmo os alunos que não têm acesso às tecnologias de ponta, também possam estudar e cada necessidade educativa deva ser atendida.

            

 

 

                 2.1 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Breve Histórico

 

 

                A educação a distância surgiu, por volta de 1850, da necessidade dos agricultores e pecuaristas Europeus no pós-guerra, terem que ampliar suas produções e negócios em função do aumento da demanda. O ensino a distância era então através de correspondências, eles aprendiam como plantar e qual eram as melhores formas para cuidar do seu rebanho. 

                Do início do século XX até a segunda guerra mundial vária experiências e metodologias foram implantadas para ampliar as técnicas de educação à distância, até então mantidas por correspondência.

                A evolução do ensino à distância foi fortemente influenciada pela introdução dos novos meios de comunicação de massa, que foram surgindo paliativamente, principalmente o rádio, depois a televisão, o telefone, o telégrafo e enfim todos os outros meios de comunicações até o advento da internet.

                No Brasil essa modalidade de ensino surgiu no século passado. Havendo, no entanto, discrepância entre os autores pesquisados.  Segundo João Vianney em 2004 essa modalidade de ensino completou cem anos, pois, em 1904 atribui-se como possível data para os primeiros cursos de ensino por correspondência.  O professor Vianney, um dos grandes estudiosos sobre educação à distância, acredita que já nessa época, algumas instituições privadas ofereciam cursos profissionalizantes, principalmente de caligrafia, desenho e arte.

                A jornalista Olívia Bulla menciona as várias experiências adotadas para o funcionamento da educação à distância e o seu começo provável em 1934, com a forte influencia dos meios de comunicação e início das atividades institucionalizadas. O surgimento das escolas privadas que ofereciam cursos de educação não-presencial.

               Porém, o alcance dessa modalidade de ensino é muito mais abrangente, devido às várias propostas pedagógicas que foi possível criar e associar aos meios tecnológicos. È possível que tenha despertado interesses antes de sua institucionalização.

                Com base nessa análise comparativa é possível entender que por volta de 1934 surgem as primeiras instituições com atividades de educação não-presencial, as quais se mantêm na atualidade.

                 Possibilitando entender que a educação a distância é um dos setores educacionais que mais crescem hoje, seguindo a tendência mundial.

                Porém, foi em 1999 que o MEC (Ministério da Educação) começou a credenciar oficialmente instituições de cursos à distância no Brasil. Hoje se mantém em um número bastante ascendente, colocando a Educação a Distância como modalidade regular integrante do sistema educacional nacional.  A regulamentação das bases legais da educação à distância no Brasil foi dada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, (Lei 9394) e pelo Decreto nº 2494, de Fevereiro de 1998, criado pela Portaria Ministerial nº 301, de Abril de 1998; estabelecendo as normas e regulamentações para o funcionamento de cursos de graduação e pós-graduação, determinando, ainda, quais os cursos que não exigem regulamentação, os que devem conferir certificados ou diplomas de conclusão, que podem ser oferecidos por instituições públicas e privadas.

 

 

              

                2.2 - O QUE É EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA?

         

                Um processo de ensino aprendizagem, uma modalidade de educação que embora feito à distância, mantém uma preocupação em articular conteúdos, objetivos e a iniciativa do aluno.

                É um tipo de ensino que oferece ao aluno alguns benefícios em relação a tempo e espaço, tanto para o aluno como para o professor, permite maior flexibilidade de acesso, devido aos inúmeros meios de comunicação que são oferecidos e uma relação personalizada entre o aluno e o professor, que estão separados geograficamente.   Nessa modalidade de ensino há uma maior flexibilidade em relação a tempo e espaço, tanto para o aluno como para a escola e o professor, uma forma de atingir grandes contingentes em qualquer lugar do planeta.

                Mesmo eles não estando juntos de maneira presencial, estarão conectados por meios tecnológicos como: internet, correio, rádios, televisão, vídeo, cd rom, telefone, fax e tecnologias semelhantes, estando ou não em locais de difícil acesso, ou onde o professor não possa estar presente, como no ensino tradicional.               

                Como em qualquer processo pedagógico deve ter a preocupação de oferecer possibilidades para que o educando possa assimilar de forma ordenada os conteúdos didáticos e que essa preocupação esteja contida também no processo de elaboração do material apropriado para as diferentes aprendizagens

                Educação a distância pode ser uma importante estratégia para formação permanente, possibilitando aos profissionais, ainda que dispersos geograficamente, desenvolvam competências, habilidades e aperfeiçoarem-se para responder às constantes exigências do mercado de trabalho.

               Qualquer que seja o canal utilizado pela educação à distância, ela será um processo que não ocorrerá só à distância, havendo momentos em que a presença do aluno e do professor será necessária para a continuidade do aprendizado, à confirmação dos resultados dessa aprendizagem, ao pleno entendimento das situações-problemas apresentadas metodologicamente e à avaliação do processo de aprendizagem.

 

 

               

 

               2.3 - A IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO PARA O

                         ENSINO

 

                Os meios de comunicação devem contribuir para a mudança dos processos educacionais e para incorporar um novo capítulo na história da educação à distância. 

                Valente (2004) entende a educação a distância como uma oportunidade para mudanças no ensino. Porque ela não é mais uma alternativa à educação presencial, com o advento dessas novas tecnologias da informação e a crescente demanda por mais educação, ela pode aumentar as possibilidades dos alunos em pesquisas, com soluções e alternativas educativas com maior tempo e carga horária a oferecer. Há inúmeras escolas universidades e centros de formação que oferecem cursos à distância e que usam os recursos tecnológicos para “integrar” a informação ao aluno, em tempo Recorde em eficiência e rapidez. Apresenta idéias que permitem entender como o computador e a educação à distância podem ser usados no processo de construção do conhecimento.

                As tecnologias da comunicação estão se expandindo na educação, é como se as paredes das salas de aula se abrissem e as pessoas passassem a se comunicar numa troca rápida, impressionante e contínua.

                A educação presencial pode modificar-se significativamente com o uso das tecnologias aplicadas a educação.

                Preti (2000) acredita que a educação a distância é um movimento de ampliação e extensão do acesso à educação à distância nos diferentes níveis de ensino e com possibilidade de inovação pedagógica, uma vez que ela oferece a possibilidade de criação de métodos pedagógicos próprios, por isso sua crescente expansão em grande parte do mundo, causada pela implantação de novas tecnologias de comunicação e que graças a essa contribuição deixou de ocupar um plano marginal nos sistemas educativos e passaram a ganhar importância política e econômica nos mais diversos países.

                Segundo Moran (1998), provoca uma necessidade porque temos carências e precisamos de muitas informações para preencher desejos e expectativas. Ajuda a nos comunicarmos mais rapidamente, a nos humanizarmos, traz uma grande contribuição para o ensino, pois, abre um novo olhar, integrador, confiante, capaz de proporcionar novas formas de nos entendermos. Provoca um aprender com um aprendizado de intercâmbio, absorvendo e proporcionando troca de conhecimentos interculturais, mostra um olhar sobre nós mesmo, sobre o outro e sobre o mundo.

                 Para Demo (2000), o problema da educação a distância é que nela há mais distância do que educação. Mesmo assim cabe reconhecer que o futuro da educação está nas tecnologias. Sem dúvida as formas virtuais de educação serão tão comuns, ou talvez até mais comuns, que as formas presenciais físicas.  Oferece a possibilidade de atingir grandes contingentes pela via eletrônica.

                O presidente da ABED, Litto (2005), acredita que a Educação a Distância surgiu para simplificar a vida e facilitar o acesso à educação. Oferece uma forma de atualização rápida através das tecnologias, que possibilita novos conhecimentos. É um modo apropriado para atender a grandes contingentes em qualquer lugar do planeta. Possibilita atender um público muito maior que os cursos tradicionais, entre esses, pessoas sem disponibilidade de horário e portadores de deficiências sem condições de locomoção, mas, com o desejo de aprender.  Aponta à interatividade como um dos fatores que garantem a qualidade dos cursos de e-learning (ensino realizado através de meios eletrônicos),

                 A contribuição desses autores têm sido de fundamental importância para compreensão dos caminhos traçados de uma educação que surgem a princípio para atender necessidades emergentes de uma época distante. Trilha os caminhos da marginalidade, vence preconceitos e chega ao século XXI com Leis próprias que a regulamenta e a integra em um sistema educativo crescente e ao mesmo tempo carente devido às diversas necessidades, que envolvem questões econômicas, necessidades de atualização rápida e busca de novos conhecimentos.

                No entanto hoje, se comparados à necessidade de redução do grande índice de analfabetismo, que cresce em proporções rápidas, por diversos motivos, que preocupam e, é também de igual relevância para a possibilidade, aqui sugerida, de uma ferramenta que poderá contribuir para combater o analfabetismo.

                Entendendo que a educação a distância não é uma solução pronta para essa ou qualquer outra necessidade emergente, mas sim um caminho aberto e iniciado, que precisa ser contínuo, consolidado em experiências e respostas que devem ser buscadas, experimentadas no cotidiano, no coletivo e no social.  Sempre imbuída de grandes propósitos, porque a educação a distância tem essa missão, a de alcançar grandes contingentes e suprir várias necessidades.

 

 

 

                  2.4 - A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO ESTADO DE SÃO PAULO

 

                 A educação à distância hoje no estado de São Paulo, possui 33 universidades autorizadas a oferecer cursos de graduação e especialização, e vem ganhando cada vez mais destaque, gerando um maior interesse das pessoas por esse tipo de aprendizagem. Após a regulamentação em 1999, quando o MEC (Ministério da Educação), começou o credenciamento oficial das instituições de ensino, incluindo os cursos livres e profissionalizantes que não exigem regulamentação, nas mais variadas áreas e os cursos à distância que conferem certificados ou diploma de conclusão do ensino fundamental, ensino médio ou técnico para jovens e adultos em São Paulo.

                 Os cursos à distância, hoje em São Paulo, atingem cerca de 80 mil alunos, mas segundo a ABED esses números podem ser bem maiores, levando em conta as modalidades de ensino oferecidas pelas empresas e Ongs.

                 O Estado de São Paulo, atualmente, serve-se do que está disposto no decreto nº 2.494 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). A legislação que regulamenta o funcionamento dos cursos à distância varia conforme o nível de especialização e o curso oferecido. Essa Lei autoriza e reconhece os cursos para essa modalidade de ensino, determina os indicadores de qualidade para as instituições, com atos e procedimentos próprios a serem expedidos pelo Ministério da Educação e do Desporto. Podem ser oferecidos por instituições públicas e privados, desde que credenciadas para esse fim e autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação.  Com a necessidade de formulação de políticas por parte tanto dos Ministérios da Educação, do Conselho Estadual da Educação, de outras instituições e do poder municipal local para atendimento das urgências claramente identificadas, com a intenção de estacionar o crescente índice de analfabetismo.

                  No começo dos anos 60 o rádio foi a principal mídia no Estado de São Paulo, oferecendo os mais variados tipos de cursos dirigidos aos professores e a comunidade em geral. O rádio contribuiu muito para a educação à distância no Estado de São Paulo, tendo sido a mídia principal nos programas de alfabetização em massa.

                  No final da década as emissoras de rádio foram obrigadas por Lei há dedicar algumas horas por semana para programas educativos em rede nacional.  Nessa época acredita-se que o então “Projeto Minerva” que era transmitido em rede nacional preparou mais de 17 mil alunos em apenas um ano, para prestarem exames do supletivo ginasial (que correspondia às últimas quatro séries do ensino fundamental de hoje).

                 A televisão também tem um papel marcante no começo da educação à distância no estado de São Paulo, foi utilizada pela primeira vez como veículo de comunicação para educação à distância em 1969. Quando a Fundação Padre Anchieta colocou no ar, pela TV Cultura de São Paulo, o Telecurso Madureza Ginasial, com aulas do Supletivo. A partir de então, vários modelos de Tele-educação foram criados para TV, como novelas em formato de ensino educativo, cursos de supletivos e cursos profissionalizantes.

                 Em 1978, a Fundação Roberto Marinho, em conjunto com a Fundação Padre Anchieta, lançaram o Telecurso 2º Grau, com material impresso vendido em bancas de jornal, para os alunos acompanharem os programas que eram veiculados pelas emissoras.

                Uma nova versão do programa Telecurso 2000 surgiu em 1994, desenvolvidos em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Federação das Industrias de São Paulo (Fiesp), para formação de turmas de 1º e 2º grau e profissionais técnicos em mecânica. Hoje são mais de 8 mil turmas espalhadas por várias cidades, o que faz do Telecurso 2000 o maior projeto de educação à distância do estado de São Paulo.

                Como relata o professor Vianney (2004), na década de 60, algumas instituições privadas ofereciam cursos profissionalizantes, principalmente de caligrafia, desenho e artes. Essas instituições vendiam para empresas que desejavam treinar seus funcionários com cursos elaborados por escolas. Os alunos que antes aproveitavam o conhecimento adquirido para se estabelecer profissionalmente, passaram a utilizar o diploma adquirido para continuar os estudos e participar de concursos.

                O que nos permite entender o uso dessa extraordinária modalidade de ensino como uma ferramenta possível para a educação de jovens e adultos, conscientes do esforço e dedicação que serão inerentes a esse processo.

 

               

 

 

                  2.5 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES

 

                  Na França podemos notar que é um país especial quando se tratam de educação, pedagogia e tecnologia. Recentemente foi criado um canal cultural e educativo, não com intenção de educação à distância. Tendo em vista que a televisão e a educação continuam desempenhando uma importante parceria naquele país. Os órgãos governamentais criaram o canal Lã Cinquième e tomou todos os cuidados para não correr o risco de concorrência e de rivalidade com a escola. Mas para que o canal La Cinquiéme fosse visto como um canal em que os programas audiovisuais sejam de qualidade, bem adaptada e que possam contribuir para reforçar a eficiência da aprendizagem escolar. Uma ferramenta com objetivo de reforçar as experiências culturais do ensino e priorizar a aprendizagem escolar através dos meios tecnológicos.

                  A Espanha acompanha as tendências de outros países que mantém as instituições duais ou mistas, ou seja, que ensinam presencialmente e que ao mesmo tempo mantêm programas a distância.  O que podemos entender das propostas de ensino a distância nesse país, é que, elas podem oferecer um ensino aberto, flexível no tempo e no espaço do aluno, por isso se torna eficaz e econômico e sobre tudo se percebe que há vontade política.

                  A educação a distância também é uma modalidade educativa em constante crescimento, por ser econômica. Resolve o problema de pequenos grupos, que na maioria das vezes buscam programas de alfabetização ou de especialização, que estão mais preocupados em economizar despesas de transportes. O ensino a distância, nesse delineamento, traz vantagens para o estudante, para os empresários e para os governantes, porque se democratiza o acesso à educação e se ganha em custo e benefício. Além de aumentar substancialmente o número de pessoas escolarizadas, elevando o nível intelectual e baixando o número de analfabetismo.

                  Nos Estados Unidos a Educação a Distância vem desempenhando bons resultados, nos últimos anos os órgãos governamentais têm atuado significativamente nessa modalidade de ensino, por entender que a educação é o futuro, e o modo como for introduzida essa educação, tanto nos Estados Unidos como em outros países, fará diferença e assegurará, para esses países, a continuação como parte integrante da economia global. Consciente dessa importância o governo americano traçou em seu plano de governo quatro objetivos principais em torno da iniciativa tecnológica, onde se inclui a educação à distância, entre outras modalidades de ensino.

                  No Brasil de acordo com a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), a estimativa é de que três milhões de brasileiros recebam, hoje, educação à distância. E que metade dessas pessoas estão fazendo cursos oferecidos pelas empresas em que trabalham. Outras integram as oito mil turmas que estudam pelo Telecurso 2000, como já comentamos um método de ensino supletivo, ensino fundamental e médio desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), isso no estado de São Paulo, que utiliza a televisão como meio de ensino.  O restante faz cursos de especialização, tanto os livres como os reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação).

                  A educação a distância representa um crescimento notável no mundo todo, essa evolução atravessou a fronteira do século e vem se transformando no mundo todo, chega aos dias atuais como uma das modalidades educativas que mais cresce.

                 O que possibilita acreditar que a sua utilização como uma ferramenta para a educação de jovens e adultos no município de São Paulo, é apenas mais uma das inúmeras possibilidades que essa modalidade de ensino pode oferecer para a educação como um todo.

                 Acreditar na possibilidade de uma ferramenta que será composta de parcerias e que necessariamente fará uso dos meios de comunicação para se concretizar. Com a experiência de métodos adequados de uma educação centenária, progressiva e que inicialmente surgiu para suprir necessidades profissionais do campo, em uma época que também era carente de informações e escolarização. Que atravessou o século e se mantém capaz de oferece inúmeras possibilidades e métodos para atingir grandes contingentes.

 

 

 

             2.6 - A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA COMO FERRAMENTA PARA AUXILIAR

                           NO COMBATE AO ANALFABETISMO DE JOVENS E ADULTOS.

 

                  Com as inúmeras facilidades oferecidas pelas tecnologias da comunicação e as oportunidades por elas trazidas, algumas instituições perceberam logo de início, as inúmeras possibilidades de recursos e ferramentas que podem ser desenvolvidas para criar novos ambientes de aprendizagem.

                  Conforme relata Maia (2000), essas experiências podem criar desde Núcleos de Pesquisas e Laboratórios de Produção on line, até a busca de apoio de outras organizações.

                Uma vez que a educação trata de questões tão relevantes, poderá encontrar no trabalho de parceria especialmente nas Subprefeituras do município de São Paulo, uma importante contribuição para o desenvolvimento de uma metodologia específica para a Educação de Jovens e Adultos, que desejam continuar ou ingressar no ensino fundamental, seja nas séries iniciais ou seqüenciais.

                  Cada uma das Subprefeituras poderá gerar sua própria equipe com métodos direcionados a carência do seu público, seja no ensino fundamental ou no ensino médio, com uma ferramenta apropriada levando em conta o melhor meio de comunicação que utilizará e o método desenvolvido adequadamente, seguindo-se as normas da LDB e Decreto nº 2.494 de 1998. No seu artigo 1º parágrafo único, fala da aprendizagem com a mediação de recursos didáticos, organizados, apresentados em diferentes suportes de informação.

                  Poderá buscar nos meios de comunicação mais populares, as formas de divulgação necessária para atingir a população mais carente que deseja estudar, mas que, infelizmente, ainda encontra grandes barreiras que a impede de estar presente em sala de aula.

                  As Subprefeituras gerenciarão os recursos, supervisionarão os ambientes, adequadamente preparados para receber os alunos e organizarão os materiais didáticos, conforme critérios pré-estabelecidos, obedecendo aos diferentes níveis de desenvolvimento apresentados pelos alunos. Manterão as equipes de docentes, que serão constituídos de profissionais devidamente treinados e preparados para trabalhar com metodologias de ensino a distância, ou seja, metodologias próprias, preparadas por uma equipe multiprofissional. Essa equipe deverá também definir qual o melhor método para atingir as necessidades apresentadas pelos alunos e qual o material será utilizado para atingir essas necessidades.

                  Definirá também em quais momentos será necessária à presença dos alunos em sala de aula. Mas com objetivos de atuar educacionalmente à distância, adequando ao desejo e necessidade dos alunos.

                  Será um trabalho em parceria com uma equipe integrada, delegada para esse fim, tendo como principal apoio às Subprefeituras, órgãos públicos do município de São Paulo.

                  Fica claro que a Subprefeitura não é escola, mas sim uma instituição pública que tem responsabilidade institucional com a educação de jovens e adultos, e está inserida em um contexto territorial integrador e educador, (nos bairros de uma das maiores cidades do mundo, com uma diversidade cultural enriquecedora). Por conhecer todas as dimensões da vida dessas comunidades as quais representa exatamente a quem se destina à educação à distância. A Subprefeitura terá mais condições para exercer esse papel, considerando sua acessibilidade à cultura, a produção e ao meio ambiente que estão diretamente relacionados com a educação dessa população e com seu desejo de aprender.

                  Sua metodologia deverá ser integradora, capaz de desenvolver suas habilidades, com informações capazes de responder os diferentes desejos.  Entendendo que para essa modalidade de educação não existe o método, e sim uma metodologia para desenvolver as diferentes habilidades, no tempo e no espaço do aluno. Reconhecendo o aluno como um ser único e diferenciado.

                  Seus objetivos são os mesmos da educação tradicional, mas, alcançados a distância através da mediação dos meios de comunicação de massa e o auxilio do professor.

                  É preciso que haja um tratamento pedagógico específico para essa comunicação, com a atuação de equipes interdisciplinares como: pedagogos, sociólogos, comunicadores, entre outros profissionais, para planejarem e ministrarem as aulas, nos plantões de dúvidas e na avaliação da aprendizagem. Entendendo que só haverá o poder de transformar a informação em conhecimento, com a interação e a mediação de uma equipe competente, preparada para mediar ensino à distância de forma interdisciplinar.

                  E o alcance dos objetivos irá depender de uma série de fatores em que o professor atuará como um mediador, um facilitador dos recursos a serem trabalhados pedagogicamente e o desejo de aprender do aluno.

                  Nesse entendimento propõe-se a educação a distância como uma ferramenta, que estará composta dos meios de comunicação, do trabalho em parceria com as Subprefeituras e a mediação dos educadores. Que irão planejar, ministrar e avaliar os alunos, seguindo-se metodologias próprias para educação à distância.

                  Que permita aos alunos ampliar seus conhecimentos, continuar seus estudos ampliando suas opções a partir de sua escolha. Propondo-a como uma alternativa àqueles que não podem estar regularmente em sala de aula para alfabetizar-se.

                  Com um planejamento que levará em conta: o público-alvo dessa educação, seus desejos e possibilidades, os objetivos a serem alcançados, os conteúdos institucionais a ser transmitido aos alunos, os meio a serem utilizados para transmitir esses conhecimentos, os apoios didáticos a serem disponibilizados pelas Subprefeituras, a multidisciplinaridade dos professores, o sistema de avaliação a ser adotado, os plantões de dúvidas para consultas dos alunos e os custos envolvidos nesse projeto.

                   Durante o processo de avaliação propõem-se que sejam avaliados os objetivos, de acordo com o que o aluno busca. Entendendo que o aluno é único, possui necessidades diferentes, por isso a avaliação poderá caminhar paralelamente ao processo de aprendizagem, respeitando as capacidades.

   

             

 

                  2.6.1 - A Importância das Subprefeituras para o Funcionamento da Educação à

                             Distância como Ferramenta.

 

                 As Subprefeituras são instituições públicas criadas pelo poder público municipal no ano 2000, nessa ocasião iniciava-se a gestão de um novo prefeito.

                 Sua função é reduzir a distância existente entre os moradores dos vários bairros dessa grande cidade e os governantes municipais, dando apoio gerencial e administrativo às decisões do prefeito, criar indicadores para dimensionar os recursos humanos e materiais, articular soluções para o bom desenvolvimento de relações intersetoriais e institucionais e avaliar o cumprimento das diretrizes gerais e setoriais na ação, no planejamento e na gestão regional.  A partir de padrões de qualidade de acordo com cada região.

                  Existem atualmente em São Paulo 31 Subprefeituras situadas em alguns bairros do município de São Paulo que vem desempenhando um importante papel na vida das pessoas.  As Subprefeituras têm entre suas atribuições proporcionar lazer e cultura diversificada para os moradores dos bairros que elas representam.

                 Entre as modalidades de lazer e cultura que oferecem estão: esportes e atividades físicas com objetivo de proporcionar a interação entre os participantes. Têm plenas condições de prestar atendimento para os moradores com projetos culturais e de lazer, proporcionar o chamado lazer de ruas; com o fechamento de ruas com a função de recreação e lazer para a população como um todo.

                 Algumas Subprefeituras trabalham integradas a outros espaços municipais como os Centros Esportivos, existentes em vários bairros (em algumas localidades são também chamados Clubes da Cidade) e aos Campos de Futebol, que são espaços públicos que proporcionam esporte e lazer para os moradores dos bairros.

                 Um órgão público que está mais próximo dos moradores conhece suas necessidades, suas dificuldades e têm condições de estar de porta em porta, para saber se os cidadãos estão de acordo com os projetos culturais que podem ser oferecidos.

                 As Subprefeituras são órgãos que conseguem manter uma comunicação mais rápida e de qualidade com outros órgãos como as bibliotecas municipais e outros espaços pedagógicos, que podem tornar-se importantes meios geradores de aprendizagem para os seus munícipes.

                 Nessa proposta cabe considerar que além de conhecer os cidadãos que elas representam, uma vez que estão cara a cara com os seus vizinhos, podem chamá-los pelo nome, saber suas dificuldades inclusive de aprendizagem, verificar que nível de aprendizagem eles apresentam, se há interesse dos adultos que ainda não estão alfabetizados, na modalidade de educação à distância.

                 Mostrar os objetivos e as vantagens da educação à distância para jovens e adultos que desejam continuar seus estudos. Sendo a principal delas que o aluno estudará com uma proposta integradora e sua presença na sala de aula estará facilitada também em função da pouca distância entre eles, uma vez que a Subprefeitura representa o próprio bairro onde ela está localizada e bairros vizinhos. E como já foi informado anteriormente o processo de educação a distância não ocorre somente à distância, haverá momentos em que a presença do aluno é indispensável e nesse caso estará facilitada pela curta distância física ente o aluno e a sede nas Subprefeituras.

                 As Subprefeituras conhecem também todos os espaços públicos, como as bibliotecas, gibitécas e parques públicos onde geralmente são mantidas oficinas pedagógicas e o que podem ser oferecidos por estes. O que poderá ser sugerido e oferecido aos alunos de educação à distância, como atividades complementares aos cursos de alfabetização, proporcionando uma maior interação entre os alunos e o seu meio social. Abrindo-se um importante precedente para a proposta de educação à distância, com condições favoráveis para a sua implantação, o seu alcance e desenvolvimento.

                 Considerando os custos de um projeto de educação a distância há uma vantagem considerável em relação à modalidade presencial. Em que os alunos administram o seu tempo para estudos e apenas se deslocam para o espaço presencial quando houver necessidade em comum acordo entre discente e docente.

                  Uma pequena equipe no plantão de dúvidas será mantida diariamente, oscilando apenas nos momentos indispensáveis para a integração dos grupos.  Esse procedimento torna possível acreditar na educação a distância como uma ferramenta importante e imprescindível na educação de Jovens e Adultos em São Paulo, em parceria com as Subprefeituras.

      Nessa análise da educação a distância procurou-se mostrar a possibilidade de uma ferramenta composta principalmente de parceiros na busca de soluções e caminhos para contribuir educacionalmente para um avanço progressivo para os que desejam continuar os estudos, com disciplina, com esforço e administração correta do seu tempo.

                 Crível que a flexibilidade e acessibilidade aos alunos serão determinantes para a plena potencialização da educação à distância, que face às constantes e inovadoras mudanças das questões econômicas e sociais, há que se evoluir e adequar os procedimentos e processos educacionais, no sentido de alcançar as camadas sociais ainda exclusas do contexto educativo.

               

           

3 - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

 

                 A elaboração da revisão bibliográfica nos permitiu entender que o processo de formação à distância desperta no aluno o interesse para estudar a partir do seu próprio esforço, de sua autonomia e tornando-o agente do seu próprio conhecimento.

                 Por isso foi possível elaborar uma pesquisa baseada em capítulos, que nos permitisse entender o processo de educação à distância no Brasil, o mecanismo necessário para propor como uma ferramenta e o que ela representa atualmente.

                 Buscou-se esses esclarecimentos e foi disposto no capítulo 1 à introdução ao tema, informando sobre o centenário da educação à distância ocorrido em 2004, no capítulo 2 percebeu-se a necessidade de formular a revisão bibliográfica, faz-se um breve histórico; informando o que é educação à distância; a importância das tecnologias para o ensino; a educação à distância no estado de São Paulo; a educação à distância no Brasil e no mundo; a educação à distância como ferramenta para auxiliar no combate ao analfabetismo; a importância das Subprefeituras para o funcionamento da educação à distância como ferramenta.

                  A análise e discussão dos resultados foram realizadas em duas entrevistas com educadores do sexo masculino, especialistas em educação à distância, que trabalham em instituição de ensino que oferecem cursos à distância, o que possibilitou a aplicação de dois questionários abertos para coleta de dados e proporcionou maior entendimento das considerações dos autores da revisão bibliográfica.

                  A proposta assim formulada visou o entendimento do objetivo de se investigar o processo de educação à distância no Brasil, bem como refletir sobre os pontos convergentes e discrepantes entre os autores possibilitando a discussão dos temas dispostos nos capítulos.

                 A pesquisa bibliográfica conforme Severino (2002) mostrou o caminho percorrido para obtenção desses dados, como foram organizados as idéias e os conceitos previamente selecionados, para uma pesquisa de cunho científico desencadeando uma série de procedimentos para localização e busca metódica dos documentos ligados ao tema central e a necessidade de uma triagem do material selecionado para a elaboração da pesquisa bibliográfica. Desta técnica resultaram repertórios, boletins e catálogos bibliográficos. A escolha das obras e a fonte levantada foram criteriosas.

                 Elaborou-se um roteiro de trabalho para leitura sistemática e a organização dos dados coletados destacou as grandes idéias, norteando a leitura e a pesquisa enfocou o tema central.

                 Para a pesquisa de campo o autor sugeriu questionários aberto para coleta de dados, que forneceu informações referentes ao que existe na atualidade em termos de educação à distância, de forma institucionalizada na capital de São Paulo.

                 As características de um questionário qualitativo como de exigência a logicidade e a competência, além do comum, ou seja, uma pesquisa que foi pessoal, autônoma, criativa e rigorosa.

                 Durante a elaboração da pesquisa bibliográfica foi possível entender o que é educação à distância; a importância das tecnologias da comunicação para o ensino; a educação à distância no estado de São Paulo e em outros países; como ferramenta para auxiliar no combate ao analfabetismo de jovens e adultos; a importância das Subprefeituras para o funcionamento da educação à distância; a análise da entrevista de campo para coleta de dados feitos com questionário aberto; a conclusão e a análise e discussão dos resultados.

                 Através da elaboração do roteiro da pesquisa foi possível ampliar os conhecimentos sobre educação à distância, entender o que ela representa hoje no estado de São Paulo, a importância que deverá ter para o ensino no futuro. O que tornou possível desenvolver uma concepção mais ampla sobre o tema central e uma metodologia de pesquisa baseada em leitura, análise de bibliografias e pesquisa de campo com questionário aberto para coleta de dados.

                 A pesquisa de campo foi realizada com dois professores do sexo masculino especialistas em educação à distância, ambos com profundo conhecimento da forma institucionalizada de educação à distância. Manteve-se o primeiro contato por e-mail, pedindo autorização para a entrevista e informando o objetivo. Marcado o local da entrevista, conforme sugerido pelos educadores, esclarecido o objetivo e a proposta, obteve-se as devidas autorizações e consentimentos através de acordo verbal. Pois ambos educadores dispensaram a formalidade de assinar carta de consentimento formicida pelo Uni FMU, para obtenção dos dados relevantes com as contribuições das respostas dos questionários, que foram enviadas por eles, dois dias depois por e-mail.

                 A análise das respostas possibilitou colher dados claros de qualidade sobre o ensino institucional à distância e as idéias fundamentais para demonstrar a educação à distância como uma ferramenta necessária para auxiliar no combate ao analfabetismo de jovens e adultos que desejam continuar os estudos. 

                  Foi possível comparar a educação à distância como uma ferramenta que permitirá ampliar, criar e inovar as ações educativas e entendeu-se que a educação é possível na medida em que seja politicamente desejada.

                 Entendeu-se que o processo de elaboração para alcançar os objetivos em educação a distância foi algo extremamente complexo, por isso, se preocupou com a dimensão dialética e coletiva do processo educativo, com questões interdisciplinares em todas as séries propostas.

                 Nessa concepção o importante, foi que as questões para reflexão podem ser objeto de discussão com os professores-orientadores, de modo que se estabeleça um processo dialógico e as experiências vividas pelos alunos possam ser objeto de análise e reflexão coletiva, com a intenção de fazer o aluno avançar sempre que os objetivos forem atingidos.

             

 

4 - RESULTADOS

     4.1-Entrevista com Professor A

 

1- Em sua opinião o que deve e o que não se deve ensinar usando métodos à distância?

R: PROFºA. Em princípio, apenas as habilidades práticas não podem ser treinadas a distância, como cirurgias ou ações manuais. Entretanto, todas as questões teóricas e preparam as habilidades práticas poderiam ser trabalhadas as distâncias.

 

2- Qual o diferencial que os cursos à distância devem oferecer aos alunos que procuram essa modalidade de ensino?

R: PROFºA. Por sua própria natureza os cursos por EAD já oferecem flexibilidade nas exigências geográficas e temporais dos cursos. Dependendo da forma como os tutores atuem, os cursos por EAD podem oferecer uma interação significativa entre aluno e tutor, levando a uma maior possibilidade de compreensão e, portanto maior facilidade de aprendizado.

 

3- Há um perfil específico de aluno que procura os cursos à distância?

R: PROFºA. Geralmente aqueles que têm restrições temporais ou geográficas para a participação em cursos presenciais regulares.

 

4- Qual o curso de maior procura pelos alunos atualmente?

R: PROFºA. Como no ensino presencial, os cursos mais procurados são aqueles de professores destacados ou de instituições reconhecidamente de qualidade.

 

5- Você acredita na educação a distância como uma ferramenta para combater o analfabetismo dos jovens e adultos que desejam continuar os estudos?

R: PROFºA. Conceitualmente sim, mas creio que nesse nível educacional seria requerido um alto grau de presencialidade porque aprender a escrever requer aquisição de habilidades motoras que são difíceis de serem transmitir sem contato humano. Mais há necessidade de um alto grau de disciplina que o jovem analfabeto deveria aprender anteriormente.

6- A metodologia de um curso de educação a distância é diferenciada da metodologia dos cursos presenciais?

R: PROFºA. Certamente, há que se adequar à forma de ensinar em função das formas de interação aluno-professor/tutor.

 

7- Você acha adequadas as metodologias e tecnologias utilizadas pelos cursos de educação à distância pela Internet?

R: PROFºA. Como toda metodologia elas podem, e devem ainda ser aperfeiçoada, talvez assumindo uma maior dependência do tipo de conteúdo a ser absorvido pelos alunos, o que hoje geralmente não ocorre.

 

8- Em sua opinião que barreiras a educação a distância enfrenta no contexto nacional?

R: PROFºA. A principal barreira ainda é o desconhecimento do que realmente seja a EAD e a seguir o preconceito, geralmente vindo deste desconhecimento, sobre a qualidade de ensino a ser alcançado nessa modalidade.

 

9- Existe evasão dos cursos de educação à distância em São Paulo?Em que proporção? Quais as razões?

R: PROFºA. Sim, não só em São Paulo, mas em todo o mundo. As proporções são variadas dependendo do tipo de curso e do público-alvo. A principal razão é dificuldade em manter uma disciplina de estudo.

 

10- Em sua opinião por que o número de analfabetismo cresce em proporções tão rápidas, com tantas instituições públicas e privadas para atender necessidades diferentes?

R: PROFºA. Tem havido pouca dedicação na efetiva busca por eliminar as causas que levaram o jovem à não estudar. As instituições educacionais no geral não têm programas regulares para alcançar este público.

 

11- Você acredita que a educação a distância pode aumentar o número de brasileiros com curso universitário?

R: PROFºA. Certamente.

 

 

 

    4.2 - Entrevista com Professor B

 

 

1- Em sua opinião o que deve e o que não se deve ensinar usando métodos à distância?

R: PROFº B. De uma forma geral, acredito que é possível ensinar qualquer assunto a distância. Porém devo ressaltar que práticas laboratoriais e na área de saúde (odontologia, medicina etc.) carecem da aula presencial, prática. Além disso, seu “conteúdo”, suas aulas “à distância” devem contemplar recursos multimídia, principalmente vídeo.

 

2- Qual o diferencial que os cursos à distância devem oferecer aos alunos que procuram essa modalidade de ensino?

R: PROFº B. O principal é a flexibilidade, de horários e locais de estudo. Porém, vale ressaltar que cursos à distância não podem ficar devendo nada em relação aos presenciais, principalmente no que diz respeito ao conteúdo e interação com o professor e colegas.

 

3- Há um perfil específico de aluno que procura os cursos à distância?

R: PROFº B. Na minha opinião, sim. Esse aluno deve ter auto disciplina em relação aos estudos.

 

4- Qual o curso de maior procura pelos alunos atualmente?

R: PROFº B. Isso varia muito já que existem cursos à distância para as mais distintas áreas. Percebe-se que de uma forma geral, os cursos com maior público são:

- formação de professores;

- atualização profissional e técnica, de pequena duração;

- pós-graduação lato sensu.

 

5- Você acredita na educação a distância como uma ferramenta para combater o analfabetismo dos jovens e adultos que desejam continuar os estudos?

R: PROFº B. Não. É um ensino baseado em tecnologias da informação e comunicação. Se o aprendiz não sabe ler nem escrever, não tem o básico para se informar e comunicar-se.

 

6- A metodologia de um curso de educação a distância é diferenciada da metodologia dos cursos presenciais?

R: PROFº B. Sim, sem dúvida. Requer mais planejamento e mais produção de material.

 

7- Você acha adequadas as metodologias e tecnologias utilizadas pelos cursos de educação à distância pela Internet?

R: PROFº B. De uma forma geral, sim, embora se perceba cursos de baixa qualidade, principalmente em relação ao conteúdo e a falta de possibilidades de interação entre os participantes.

 

8- Em sua opinião que barreiras à educação a distância enfrenta no contexto nacional?

R: PROFº B. A principal delas é cultural. O brasileiro de uma forma geral não tem muita disciplina, deixa tudo para última hora. É só lembrar da expressão: “jeitinho brasileiro”.

 

9- Existe evasão dos cursos de educação à distância em São Paulo?Em que proporção? Quais as razões?

R: PROFº B. Sei que existe, mas desconheço em que proporções. Acredito também que isso deve variar muito em relação ao curso e a instituição que o oferece. Podemos especular que uma das razões seja a falta de adaptação ao método, mas o que realmente afasta um aluno de qualquer curso no Brasil é a falta de condições financeiras.

 

10- Em sua opinião por que o número de analfabetismo cresce em proporções tão rápidas, com tantas instituições públicas e privadas para atender necessidades diferentes?

(Não há).

11- Você acredita que a educação a distância pode aumentar o número de brasileiros com curso universitário?

R: PROFº B. Acredito que sim, embora deva ressaltar que é um método baseado em tecnologia. As pessoas precisam ter acesso a essa tecnologia. O preço também deve ser acessível porque muitas pessoas não fazem um curso superior em função da dificuldade em arcar com esse custo. Deve haver um modelo financeiro viável para as instituições que permita oferecer cursos baratos e minimamente lucrativos.

 

 

 

5. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

                 Nessa análise procurou-se entender os significados institucionalizados da educação à distância, para obtenção de dados compreensivos capazes de gerar subsídios para propor a educação à distância como uma ferramenta para auxiliar no combate do analfabetismo de jovens e adultos em um trabalho de parcerias.

                 Pode-se compreender nas respostas obtidas e a partir dos autores da revisão bibliográfica que os métodos institucionalizados são eficientes, procuram atingir os objetivos, corresponde às necessidades dos alunos e leva conhecimentos significativos.

                 Percebeu-se também nas respostas obtidas dos professores A e B, que através dos métodos a distância é possível ensinar quase tudo, devendo ressaltar que, apenas as práticas laboratoriais e ações manuais das áreas de saúde e medicina, por necessitarem de aulas presenciais práticas, não podem ser ensinadas as distância.

                 E ainda nas respostas obtidas dos professores A e B, percebe-se que a flexibilidade em relação ao tempo e espaço e a interação entre colegas e professores, são os diferenciais que os cursos à distância devem oferecer aos alunos que procuram essa modalidade de ensino.  Também que há um perfil de alunos que procuram os cursos à distância, que esse público varia entre as disciplina, em relação aos estudos e restrições temporais e geográficas.

                 Mereceu essa compreensão porque foi manifestado também durante a revisão bibliográfica conforme relata Maia (2000), essas experiências podem criar desde Núcleos de Pesquisas e Laboratórios de Produção on line, até a busca de apoio de outras organizações. O que permite perceber a educação a distância como uma ferramenta possível, se desejada.

                 Foi expresso na opinião de A que os cursos mais procurados são os de professores que desejam qualificação profissional ou instituições por reconhecimento de qualidade. Na opinião de B, não há o curso de maior procura pelos alunos, segundo B, isso varia muito de acordo com a grade de cursos que a instituição oferece, já que existem cursos à distância para as mais distintas áreas.

                 A proposta da educação a distância como uma ferramenta para auxiliar no combate ao analfabetismo de jovens e adultos, àqueles que desejam continuar os estudos, não houve consenso entre as respostas A e B. B acredita que, talvez a esses jovens faltem o básico para informar-se e comunicar-se.

                  Supõe-se que isso é possível, diante das dificuldades existentes em um mundo que, embora globalizado, a tecnologia não está acessível para todos. O que ficou claro durante as considerações dos autores na revisão bibliográfica, que a educação à distância precisa do apoio incondicional das tecnologias disponíveis para se efetivar.  Moran (1998) propõe um novo olhar sobre a forma de nos comunicar, mas, um olhar integrador, que seja capaz de incluir socialmente, a partir de novas práticas, mais abertas, confiantes e participativas. Que a comunicação é fundamental para uma prática integradora, que construa e que seja geradora de aprendizagens. O que nos possibilita entender que os meios de comunicação existem, apenas precisam ser compartilhados.

                 A resposta de A, acredita que sim, ou seja, a educação a distância pode ser proposta como uma ferramenta, porém, expressou a necessidade de um alto grau de presencialidade e disciplina, de preferência despertados anteriormente, para possibilitar as habilidades motoras necessárias, que só são possíveis através do contato humano.

                 Supôs esse entendimento anteriormente ressaltado na revisão bibliográfica, pois, conforme mencionou Demo (2000), “o problema da educação a distância é à distância que nela há”.O que convém entender que os cursos à distância necessitam de uma metodologia própria e abrangente, como já foi enfocado na revisão bibliográfica. E nesse entendimento propôs-se que periodicamente os alunos sejam reunidos em pequenos grupos de estudos, de três ou quatro alunos por ocasião, para discutir, problematizar e elaborar respostas para as questões surgidas durante o acompanhamento à distância.

                 Entendeu-se nessa análise que o estudo em grupo, quando bem planejado e organizado principalmente na socialização e na interação entre o colegiado, ajuda a desenvolver atitudes de convívio social favoráveis, além de promover a socialização do conhecimento. O que torna os alunos mais motivados, críticos e bem mais experientes.

                 Na proposta sugerida às Subprefeituras do município de São Paulo, foi proposto o encontro do grupo periodicamente, no intuído de mitigar a distância e facilitar a socialização entre eles, sempre que os professores entender essa necessidade. Crê-se que os professores e mestres que ministram aulas à distância, saberão proceder didaticamente nos momentos que antecederão às aulas e na definição do melhor método que conduzirá as reuniões dos grupos.

                 Nas respostas A e B em relação à metodologia dos cursos de educação à distância, sugere-se a compreensão das diferenças dos cursos presenciais, pois requer mais planejamento e produção de materiais adequados à forma de ensinar e interagir entre professor/tutor e aluno.

                  Com base na análise anterior dos autores consultados na revisão bibliográfica, entendeu-se que há uma preocupação em elaborar um material gráfico, considerando qual o melhor meio tecnológico disponível ao aluno para seguir à distância. Que esse meio leve em conta os espaços informatizados das bibliotecas municipais, que podem ser sugeridos aos alunos sem acesso às tecnologias de ponta, como a internet, fax e telefone. Além do acervo literário para pesquisas e trabalhos dirigidos, que normalmente esses órgãos já possuem.

                 O que ficou claro na sugestão dos autores, reunidos na revisão, em relação ao material gráfico durante o processo de alfabetização, é que devem ser considerados aspectos de percepção visual e a estética do aluno. Com um material de apresentação leve e harmônico no uso de cores, palavras, textos e diagramação, que não sobrecarregue demais a visualização, considerando o meio de comunicação escolhido pelo aluno.

                 Entre esses materiais utilizados para aulas à distância, foi levados em conta apostila seqüenciada e produzida pelo corpo docente com objetivos interdisciplinares, livros didáticos e para-didáticos, entre outros materiais, conforme se faça necessário.

                 Constatou-se nas respostas A e B, que existem barreiras a serem vencidas em educação à distância, isso se dá, em função do desconhecimento do que realmente é educação à distância, ou seja, desconhecem o seu conceito e sua proposta.

                O preconceito foi mencionado também, por acreditarem que isso se dá ao desconhecimento da qualidade de ensino que essa modalidade pode oferecer.

                  Notou-se durante a elaboração da revisão bibliográfica, uma preocupação dos autores em relação ao preconceito que ainda é grande nessa modalidade de ensino. Sobre esse aspecto, Preti (2000) sugere que, “... a educação a distância é um movimento de ampliação, que possibilita a extensão do acesso à educação à distância nos diferentes níveis de ensino, com possibilidade de inovação pedagógica, uma vez que ela oferece a possibilidade de criação de métodos pedagógicos próprios. Por isso sua crescente expansão em grande parte do mundo, causada pela implantação de novas tecnologias de comunicação, que graças a essa contribuição deixou de ocupar um plano marginal nos sistemas educativos que passaram a ganhar importância política e econômica nos mais diversos países”.

                  Tanto na resposta de A como na de B, os educadores afirmam que existe evasão em cursos à distância no cenário mundial, que estão ligadas diretamente a questões econômicas ou por desinteresse do aluno. E acreditam que as proporções são variadas, porque depende do tipo de curso e do público e que em alguns casos desconhecem as proporções. Entre as razões constatadas, ficou entendido que a dificuldade em manter uma disciplina de estudo e a falta de adaptação ao método à distância, também são motivos de evasão.

                 Conforme as respostas obtidas de A, não tem havido dedicação na busca de soluções concretas para eliminar as causas do analfabetismo de jovens e adultos, que é percebido no geral com a falta de programas regulares para alcançar esse público.

                 Possível concluir que quando isso ocorre falta divulgação e conseqüentemente atinge um público pouco expressivo. Acredita-se que isso aconteceu em função do número de pessoas que precisam prosseguir os estudos, ser relativamente grande e haver entre eles várias necessidades. O analfabetismo atinge uma dimensão bastante considerável, como foi ressaltado na revisão bibliográfica. O que despertou um olhar diferenciado e integrador.

                 Valente (2000) entende a educação à distância como uma oportunidade para mudanças no ensino. “... Porque ela não é mais uma alternativa a educação presencial, com o advento dessas novas tecnologias e a crescente demanda por mais educação, ela pode aumentar as possibilidades dos alunos em pesquisas, com soluções e alternativas educativas com maior tempo e carga horária a oferecer...”.

                  Porém, Litto (2005), acredita que a Educação a Distância surgiu para simplificar a vida e facilitar o acesso à educação. Oferece uma forma de atualização rápida através das tecnologias, que possibilitam novos conhecimentos, como um modo apropriado para atender a grandes contingentes em qualquer lugar do planeta.

                  Por isso essa pesquisa buscou uma análise da educação à distância, para entender os mecanismos necessários para o seu funcionamento e posteriormente, com base nas experiências relatadas pelos autores na revisão bibliográfica, entenda os pontos discrepantes entre eles, propô-la como uma ferramenta que possibilitará auxiliar no combate ao analfabetismo de jovens e adultos em São Paulo.

                 Os educadores, que contribuíram significativamente para essa pesquisa, sugeriram em suas respostas, que a educação a distância pode aumentar o número de brasileiros com curso universitário. Embora ressaltem que a educação à distância propõe um método baseado em tecnologias e que as pessoas precisam ter acesso a essas tecnologias. Que deve haver um modelo financeiro viável para as instituições, o que proporcionará cursos baratos e minimamente lucrativos. Tornando acessível a um número maior de brasileiros.

                  O que nos leva a entender durante a elaboração da revisão bibliográfica, que a educação em todo o seu processo só é possível quando politicamente desejada.             

 

                    

 

6 – CONCLUSÃO

 

                 Compreendeu-se nesta pesquisa que o processo de elaboração de um curso de Educação à Distância é algo extremamente complexo. Nessa análise entendemos como ele pode ser organizado, respeitando as normas vigentes e a legislação específica. Exige um tratamento pedagógico cuidadoso no alcance dos objetivos educacionais. Concluímos, em conformidade com a revisão bibliográfica anterior, que, citando Moran (1998), “educamo-nos por meio das múltiplas formas de comunicação com as inúmeras interações com as pessoas com quem convivemos”. Por isso é possível criar múltiplos meios diferenciados para as tecnologias.

                 Na atualidade, com um mundo globalizado e emergente, todos, sem distinção podemos “integrar”, começando pela educação. Quando falamos em meios de comunicação entendemos que todas as formas possíveis e imaginárias são fundamentais para a fusão dos conhecimentos que possuímos e desejamos, que tem a possibilidade de criar, renovar e integrar os diferentes conhecimentos.

                 A tecnologia da informação integrada aos meios de comunicação pode proporcionar uma revolução comunicativa e tornar possível uma ferramenta para o aperfeiçoamento do inter-relacionamento.

                 Essa compreensão foi possível durante o entendimento de como ocorreu o processo de educação à distância no Brasil, que conforme relatado na revisão bibliográfica, desde sua chegada supostamente em 1904, à tecnologia disponível era restrita a cartas, telefones e telex.  Com o advento da tecnologia e o surgimento de novos meios, o desenvolvimento desse processo foi facilitado, devido às inúmeras possibilidades que se pode criar com essa modalidade de ensino.

                 O que gerou um processo de crescimento lento, mas progressivo.  Porém, significativo e sempre acompanhado pelo desenvolvimento de novos meios de comunicação.

                 Hoje a dimensão do processo de educação à distância no Brasil, é relativamente grande e considerável, tendo em vista, que é um dos setores educativos que mais cresce atualmente, associado ao uso da atualíssima internet. O que nos leva a crer que os meios de comunicação continuarão sendo um grande facilitador de aprendizagem, se aplicados ao desenvolvimento educativo.

             

                  O que possibilitou entender que o mecanismo necessário para o funcionamento da educação à distância como uma ferramenta, será composto dos vários meios de comunicação mencionado durante a pesquisa, o trabalho em parceria com as Subprefeituras, que irá sugeri o meio de comunicação que poderá dispor e o professor como um facilitador de novos conhecimentos. Desenvolvendo uma ação conjunto, planejada e direcionada a aqueles que desejam continuar os estudos.

                  Acreditamos no trabalho em parceria associado aos meios de comunicação, como um dos principais aliados para maior contribuição da educação à distância, auxiliando no combate aos precedentes índices de analfabetismo na educação de jovens e adultos.  O que poderá proporcionar uma educação capaz de gerar no aluno um compromisso educativo para aquisição de novos conhecimentos, com a parceria de instituições governamentais, que são responsáveis pela educação e a colaboração das Subprefeituras do município de São Paulo, contribuindo com o processo educativo.

                  A educação à distância com sua presença centenária no processo educativo Brasileiro, representa um progresso evolutivo, pois, como analisado na revisão bibliográfica, é um dos setores educativos que mais cresce no mundo. Juntando-se um processo evolutivo construtivo de mais de cem anos no Brasil, a um dos setores educativo crescente e significativo nos dias atuais, tornou possível acreditar que poderá compor uma ferramenta de parcerias, que utilizará os meios de comunicação, se integrará a ações mediadoras de professores especialista em educação à distância, mas que, sobretudo, se desejada politicamente, poderá atender a uma demanda de alunos da educação de jovens e adultos, que deseje continuar seus estudos.

                 Acredita-se que através das experiências dessa educação centenária, seja possível criar métodos capazes de gerar aprendizagem e com plenas condições de criar um trabalho integrador, pois como analisado na revisão bibliográfica, as Subprefeituras têm um alcance significativo no dia a dia das pessoas, com condições para manter uma educação à distância pública de qualidade, uma opção de resposta às exigências sociais, para o atendimento emergencial de uma demanda reprimida de pessoas que não tiveram acesso ao ensino ou sua continuidade, por diversos motivos.

                 Nesse entendimento, diante de algumas dificuldades encontradas seja em questões econômicas, de atrasos tecnológicos ou em relação à evolução do ensino a distância no Brasil ainda se manter lento, podemos pensar em educação a distância como uma possibilidade real, apresentada a partir das condições existentes no contexto econômico e social.  Compreendendo nossa realidade educativa e desejando a possibilidade de uma ferramenta compatível e possível mediante uma realidade social.

                 A humanidade caminha para um novo paradigma que valorizará mais o elemento humano, resgatando a qualidade de vida dos povos, a educação será sem dúvida parte integrante e determinante para aquisição dos conhecimentos necessários para essa caminhada.

                 Fomos um pouco mais além, e nem precisou tanto, para entender que o professor nunca foi tão importante e necessário como nesses tempos de virtualização do saber. Ele será um mediador motivador não pela tecnologia, mas pelos objetivos educativos inerentes a um ambiente de ensino-aprendizagem virtual, pois não há qualidade sem que haja a pessoa exercendo qualidade.

                 A proposta da educação a distância como uma ferramenta, está intimamente ligada a excelência do trabalho pedagógico que possibilita o professor desenvolve com uma modalidade de ensino centenária, que foi disposta para despertar aprendizagem, em um trabalho de parcerias, para buscar soluções e caminhos para contribuir educacionalmente com um avanço progressivo em todos os níveis, principalmente para os que buscam alfabetizar-se, com disciplina e esforço.

                 Essa pesquisa nos deu a possibilidade de sugerir um novo caminho, para o início de um trabalho integrador e abrangente, pois entendemos que a educação trata de questões relevantes em vários segmentos, referindo-se ao agir, ao pensar e ao entendimento social.

 

 

 

 

 

7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Diploma tem o mesmo valor. Guia de Educação A Distância. São Paulo, Ano 1, n.1, p.44 - 45, 2004.

 

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