Textos
Rita de Cássia G. Gomes, Rosângela Schwarz, Luciano Gamez, Ricardo Miranda Barcia
Rita de Cássia Guarezi Gomes
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Universidade Federal de Santa Catarina
Email:rita@led.ufsc.br
Rosângela Schwarz Rodrigues, M.Eng.
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Universidade Federal de Santa Catarina
Email: rosangela@led.ufsc.br
Luciano Gamez, M.Sc.
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Universidade Federal de Santa Catarina
Email: luciano@led.ufsc.br
Ricardo Miranda Barcia, Ph.D.
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Universidade Federal de Santa Catarina
Email: rbarcia@eps.ufsc.br
(Texto para download: Formato Word (.DOC)
TEMA:
Planejamento, Administração e Controle de Sistemas de Educação a Distância
ABSTRACT
This paper rises some questions about the communication process in Distance Education. Professors and students are playing new roles attempting overcome the passive and linear communication of the traditional teaching practice. The course design and the utilization of www tools wich are able to incentive dialogue and interaction among students, professors and staff are described and parcial results of evaluation analised.
KEYWORDS: Communication, Learning, Interaction, Distance Education
1. Introdução
No atual contexto social, político e econômico é crescente a necessidade de acesso ao conhecimento. A educação é cada vez mais uma exigência no cotidiano das relações sociais de sobrevivência, de inserção no mercado de trabalho ou de permanência neste mercado.
Para Carvalho (1994), o que estamos assistindo nas economias mais avançadas é um real enfraquecimento dos princípios taylorista/fordista sobre a fragmentação do trabalho, com as gerências mudando em direção para um uso mais abrangente do mesmo, no qual elementos como o conhecimento e a criatividade, o trabalhador responsável e cooperativo constituem-se em fonte de eficiência, de qualidade e de inovação.
Machado (1994), afirma que surgem novas necessidades e desafios pertinentes ao aperfeiçoamento profissional, afirmando que o "novo modelo produtivo", requer para seu próprio aprimoramento, a participação, o interesse e o envolvimento dos trabalhadores e, como ele pressupõe flexibilidade, é preciso preparar todos para atender às mudanças de demanda do mercado, dos produtos e dos processos. Ou seja, o profissional deve saber lidar com uma variedade de funções, saber integrar-se a diferentes formas de organização de grupos e mobilização de trabalhos. A educação portanto, deve estar preparada para formar os alunos para atuarem neste novo cenário.
Embora o cenário emergente implique o uso intensivo das tecnologias de comunicação, deve-se considerar que a Educação está necessariamente vinculada ao seu tempo e ambiente. Tiffin e Rajasingham (1995, p.85) consideram que as características da educação são diferentes nas sociedades pré-industrial, industrial e da informação.
Qualquer categorização dos estágios da sociedade em relação à Educação deve levar em conta que a mudança de paradigmas ocorre de forma contínua, apesar de desigual. A diversidade da qualidade de vida e acesso à tecnologia vai do neolítico à realidade virtual, sendo que estes ambientes convivem ao mesmo tempo a poucos quilômetros de distância um do outro (Rodrigues, 1998).
A Educação a Distância torna-se uma alternativa viável no atendimento, não somente das demandas de grupos específicos em contextos com alta renda e acesso tecnológico, mas também para grupos dispersos geograficamente, com restrições de acesso às tecnologias de 3 geração e com urgente necessidade de atualização e formação, gerada pela obsolescência acelerada dos conhecimentos, causada pelo avanço tecnológico e da ciência. A diversidade de demandas e as diferentes possibilidades de acesso às mídias de cada público implicam a existência de diversos modelos de cursos e estratégias pedagógicas a serem consideradas.
2. Educação a Distância
Moore e Kearsley (1996, p.1) afirmam que o conceito fundamental da Educação a Distância (EAD) é simples: alunos e professores estão separados pela distância e algumas vezes também pelo tempo. Partindo dessa premissa, pode-se afirmar que a EAD está vinculada à mídia, ao meio de comunicação que permite o contato entre as pessoas envolvidas nos cursos.
A legislação brasileira conceitua EAD como:
(Diário Oficial da União decreto n.†. 2.494, de 10 de fevereiro de 1998)
Educação a Distância pressupõe o uso da mídia. Estando os alunos e professores distantes uns dos outros, alguma tecnologia de comunicação é necessária para o contato. Até os anos 80, as tecnologias disponíveis eram poucas e simples para produção, acesso e interação dos cursos (Miller, 1992). As instituições baseavam seus trabalhos em material impresso, programas em áudio, vídeo ou transmissões em TVs e rádios educativas.
Segundo Aretio (1994), as tecnologias de primeira geração (material impresso) e segunda geração da EAD (integração dos audiovisuais), apesar de amplamente aceitas preocuparam menos do que a terceira geração (estações de trabalhos e redes de comunicação) com o processo de comunicação, existindo pouca interação entre quem produzia o material do curso e o aprendiz.
A partir dos anos 90, a EAD entra numa fase caracterizada como terceira geração. A integração de redes de conferência por computador e estações multimídia com os demais meios utilizados pela EAD, têm aberto maiores possibilidades de uma comunicação de mão dupla e ambientes de interação efetivos. Todavia, há que se refletir que os meios por si só, não dão conta de propiciar um novo fazer para que, segundo Moore (1996), o aprendiz tenha suficiente interação que permita um grau de troca de idéias e informações apropriadas.
Hoje, o uso da Internet, satélites e seus aplicativos permitem teleconferências, vídeoconferências e seminários on-line. Bates (1995) acredita que no ano 2005 já será comum nas residências do Canadá:
a) integração de computadores, televisão e telecomunicações, por meio de técniIcas de digitalização;
b) Custos reduzidos e usos/aplicações mais flexíveis de telecomunicações, devido ao desenvolvimentos de técnicas como ISDN/Fibra ótica/Telefonia Celular;
c) Aumento do poder de processamento, pelo uso de micro-chips e softwares avançados.
O uso dessas tecnologias para a educação terão impacto significativo no acesso e exigirão adequações nas estratégias pedagógicas e de comunicação utilizadas por professores e alunos.
A etapa de planejamento e a definição das mídias vai permitir a elaboração das estruturas de comunicação que busquem "em vez de ter como uma das características básicas a separação clássica professor-aluno ‚ representada pela aprendizagem baseada apenas em materiais didáticos, tem como característica o uso de mídias interativas em ambientes dinâmicos para o ensino-aprendizagem: tecnologias eletrônicas de comunicação e informação sendo utilizadas para privilegiar a aproximação entre professores e alunos em atividades como aulas, orientações, avaliações, seminários e ciclos de integração de conhecimento, eliminando qualquer barreira de territorialidade". (Vianney e Rodrigues, 1997)
É essencial para EAD a preocupação com uma proposta pedagógica que explore o potencial de comunicação que as mídias de 3 geração propiciam, que busque a criação de espaços de interação que atendam às exigências dos alunos e professores. Considerar como prioridade a qualidade do material e a adequação à diversidade de demandas é fundamental para o desenvolvimento de programas, cursos e metodologias que atendam aos crescentes níveis de complexidade que o cenário educacional impõe.
3. Comunicação e Educação a Distância
Laaser et al. (1997. P.24) ao buscar as abordagens teóricas para Educação a Distância afirma que "ainda não foram produzidas teorias completamente novas que possam ser oficialmente chamadas de teorias da educação a distância por si próprias. Em lugar têm sido adotadas as teorias de ensino a aprendizagem já desenvolvidas para Educação como um todo" e destaca os trabalhos de Skinner, Rothkopf, Ausubel, Egan, Bruner, Carl Rogers, Gagné e Holmberg.
Além dos autores mencionados por Laaser, a análise de Paulo Freire, Piaget e Wygotsky, se faz necessária devido ao impacto e abrangência de suas teorias no cenário educacional brasileiro. Observa-se que na educação tradicional, relacionada com o que Tiffin e Rajasingham (1995) chamam de "Era Industrial", e ao "Taylorismo", a comunicação segue um modelo emissor - receptor que atua de forma unidirecional e autoritária.
Paulo Freire (1987), denomina este modelo de "educação bancária". Para o autor é necessário romper com a forma depositária de transmissão, transferência de valores e conhecimentos, onde a relação existente entre professor e aluno é de um sujeito narrador, detentor do saber absoluto e pacientes ouvintes. O mesmo autor (1983, p. 75) ressalta ainda, a importância de contextualização dos temas ao cotidiano e valores dos alunos:
"Somente na comunicação tem sentido a vida humana. Que o pensar do educador somente ganha autenticidade na autenticidade do pensar dos educandos, mediatizados ambos pela realidade, portanto, na intercomunicação.
Por isto, o pensar daquele não pode ser um pensar para estes nem a estes imposto."
Para Piaget (1974), nas relações cooperativas o respeito mútuo é uma exigência que implica a superação dos próprios pontos de vista, em compartilhar a prática de ensinar e aprender, sendo alunos e professores agentes em constante diálogo.
Conforme Vigotsky, o processo de comunicação é fundamental nas práticas de ensino. Autores como Edward e Mercer (1988) e Baquero (1998), ao discutirem a atividade pedagógica baseado na teoria Vigotsckyana, afirmam que a comunicação ocupa praticamente o lugar da finalidade do processo pedagógico, ou seja, é por intermédio da mesma que se dá a interação entre o sujeito e o objeto do conhecimento e é nesta interação que, segundo Vigostsky, ocorre a aprendizagem.
Compreender a comunicação e a aprendizagem como processo social é um assunto muito mais pedagógico e institucional do que tecnológico. Como utilizar as tecnologias de comunicação para alavancar o diálogo é o maior desafio que se apresenta.
Esta concepção requer que o educador modifique seu papel de mero narrador e privilegie o diálogo como método. Diálogo que significa a relação de comunicação horizontal, contrária à comunicação unidirecional da educação formal tradicional.
Segundo Harasin (1989), a aprendizagem ativa tem sido uma das principais contribuições do ambiente on line e relaciona alguns tipos de comunicação possíveis de serem realizadas por meio da Internet:
a) Comunicação do professor com o aluno ( um para um);
b) Comunicação do professor para vários alunos ( um para muitos);
c) Comunicação do aluno para aluno (dupla de co-aprendizado);
d) Comunicação de alunos para alunos (aprendizado em grupo);
e) Comunicação entre professor e alunos ( de muitos para muitos)
Os modelos desenvolvidos com a utilização de mídias integradas são, portanto, um avanço, pois incorporam múltiplas possibilidades de representações, incorporando à transmissão de conteúdos por narrativa a promoção efetiva do diálogo entre todos os participantes. Essa integração rompe com a unidirecionalidade da comunicação tradicional, pois além da comunicação bidirecional, promove um canal multidirecional, possibilitando a troca de muitos para muitos.
A construção dos espaços de diálogo, o planejamento do curso de forma a utilizar esses espaços de forma adequada, a preparação de alunos, professores e monitores para atuarem com desenvoltura na estrutura do curso, exigem equipes multidisciplinares e trabalho integrado de profissionais de diversas áreas.
A importância do processo de comunicação na Educação a Distância, como canal propiciador de ambientes que gerem a interação, a cooperação, a produção do conhecimento e a possibilidade de customização ou personalização da educação, em uma proposta de aprendizagem ativa, não seria consistente se estes princípios não fossem a base da criação de ferramentas que propiciassem essas oportunidades aos alunos, professores e monitores. Daí a opção do Laboratório de Ensino a Distância da UFSC em desenvolver as próprias ferramentas para Internet.
4. Relato de Experiência
O curso de especialização Strictu Sensu em Gestão Rural e Agro-industrial é o resultado de uma parceria entre o Laboratório de Ensino a Distância da Universidade Federal de Santa Catarina (LED/UFSC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR/PR). O curso utiliza material impresso, site na Internet, telefone e encontros presenciais. Os 55 alunos residem em diversas cidades do interior do estado do Paraná e são, na sua maioria engenheiros agrônomos. A carga horária total do curso é composta de 360 horas, distribuídas em 11 disciplinas. As disciplinas são cursadas de forma seq¸encial e duram, em média, 1 mês.
O aluno tem a sua disposição quatro ambientes sistematizados de comunicação: o material impresso, o site do curso, os encontros presenciais e os encontros virtuais (chats). A estrutura de atendimento ainda permite contatos individuais por e-mail ou telefone para atender às questões individuais e que não estejam contempladas nos espaços de comunicação básicos, adicionando flexibilidade.
4.1. Material Impresso
O Material Impresso tem como objetivo disponibilizar os conteúdos das disciplinas, minimizando a carga de leitura na tela e proporcionando ao alunos mais autonomia nos horários e locais de estudo. Cada disciplina é formada por 12 aulas e são elaboradas por professores que recebem acompanhamento pedagógico antes, durante e após a elaboração do material, garantindo assim que o mesmo obedeça aos padrões necessários para a integração das mídias neste modelo de curso. Integrado aos demais recursos do curso, o material impresso possibilita a leitura do conteúdo e a preparação para os espaços de discussão. São 924 páginas, divididas em 3 volumes encadernados com capa dura e garra arquivo. Os volumes são entregues aos alunos antes do início das disciplinas.
4.2. site do curso {TC"2.Internet (Aulas on-line e ferramentas\:www"}
O site desenvolvido pelo LED/UFSC para o curso possibilita a troca e armazenamento da informação, criando espaços para alunos e professores atuarem de forma colaborativa, interativa e contextualizada com as disciplinas. No site os alunos encontram os resumos de cada aula e uma série de links que lhes possibilitam acompanhar todas as atividades do curso, como exercícios, trabalhos individuais ou em grupo, espaço para tira dúvidas, agenda de atividades, relatórios das comunicações, relatório de desempenho, estatísticas de acesso, entre outros, que descreveremos a seguir. Os exercícios e atividades são organizados tendo como referência o material impresso.
A estrutura de navegação é composta por uma barra de menus com as opções de navegação: Mural, Disciplinas, Meu Espaço, Secretaria, Café e Ajuda, com as seguintes finalidades:
a) Mural - Informações gerais de caráter acadêmico.
b) Disciplinas
Aulas - Síntese das aulas e exercícios.
Informações - Programa, ementa e carga horária da disciplina.
Aulas - área de Colaboração - Espaço colaborativo para publicação de textos e exercícios pelos alunos.
{TC"C-Área de Colaboração"}Espaço colaborativo para publicação de textos e exercícios pelos alunos.
Biblioteca - Espaço para o professor indicar bibliografias complementares.
Grupos de Estudo - Relação de alunos para realização de trabalhos em grupo.
chats - Cronograma, temas e relatórios dos chats.
c) Meu Espaço
Desempenho -{TC"A - Desempenho"}Evolução desempenho individual de cada aluno.
Endereços - relação de e-mails e endereços dos alunos, professores e equipe de apoio.
Estatísticas Individuais - Data e hora dos últimos 10 acessos do aluno no site.
Estatísticas Gerais - Usuários on line e os últimos 10 que acessaram o site.
Perfil - {TC"D - Perfil"}Formulário para informar dados pessoais e profissionais.
d) Secretaria
Calendário do Curso - {TC"A - Calendário do Curso"}Informações sobre o calendário de cada disciplina.
Conceitos - Registro dos conceitos finais nas diciplinas
Lista de Alunos - Relação de e-mail dos alunos matriculados no curso.
Lista de Professores - Relação de e-mail dos professores do curso.
Acessos - Relação mensal do número de acessos dos alunos do LED.
e) Café
Classificados - {TC"B - Classificados"}Comunicação informal entre os alunos do LED.
{TC"2.5 - Opção de menu CAFÉ"}
Colegas - Disponibilização das informações preenchidas no link Perfil
d) Ajuda
{TC"2.6 - Opção de menu AJUDA"}Equipe de Apoio: Relação dos{TC"A - EQUIPE"}responsáveis pelo curso.
Fale com o Monitor:{TC"B - Fale com a Monitoria"}Tira dúvidas operacionais, administrativas e técnicas.
Dicas para Chat - Informações de instalação e uso da ferramenta de chat.
Bibliotecas - links para diversas bibliotecas nacionais.
4.3. Encontro Presencial
Os encontros presenciais acontecem ao final de duas a três disciplinas. Nesses encontros os professores ministram uma aula, ressaltando os aspectos fundamentais dos conteúdos trabalhados durante a disciplina. Nestas oportunidades também são feitas avaliações de aprendizagem e do próprio curso. Proporciona maior interatividade entre alunos e professores e fortalece as relações sociais entre o grupo.
4.4. Encontros Virtuais
Semanalmente são programadas atividades de discussão on line (chats) entre o professor e os alunos. Nesses encontros o professor conduz o diálogo sobre temas relacionados às aulas em andamento. Os temas para discussão nos chats são previamente definidos e disponibilizados com antecedência para os alunos.
4.5. Avaliação
As avaliações do curso são conduzidas em 4 momentos. Antes do início do curso é avaliado o relatório do perfil dos alunos, onde são tabulados os dados sobre sexo, idade, formação acadêmica, distribuição geográfica, experiência em EAD, familiaridade com a Internet, e expectativas quanto ao curso.
Ao final do primeiro módulo faz-se uma segunda avaliação, mais abrangente, que destaca todos os aspectos do curso, a atuação do professor, a qualidade e adequação do material, as ferramentas do site, o encontro presencial e uma auto-avaliação do aluno. Nos módulos seguintes, as avaliações incluem somente a atuação do professor, o material, o encontro presencial e a auto-avaliação. No final do último módulo é conduzida uma avaliação final, que abrange todo o processo de desenvolvimento do curso.
5. Análise dos dados
Neste artigo, é analisada a utilização dos espaços de comunicação propiciados pelo site do curso, não são considerados os contatos via telefone e a análise dos encontros presenciais. Nas duas primeiras disciplinas, foram geradas 46 e 54 mensagens no espaço Tira-Dúvidas, essas questões, referente ao conteúdo, foram respondidas pelo professor no prazo de 24 horas após a publicação da mesma.
No espaço Fale com o Monitor, foram geradas 90 mensagens, tratando de questões técnicas, administrativas e operacionais. O mesmo prazo de resposta foi utilizado: 24 horas.
Além dos espaços estruturados no site do curso, é incentivada a troca de e-mails para questões individuais, ou que não sejam de interesse geral do grupo. Essa alternativa gerou o recebimento de 418 mensagens dos alunos para o monitor, a maioria referente às dúvidas na realização das tarefas propostas pelo curso, justificativas pelo não cumprimento dos prazos e dificuldades operacionais de acesso ao site. O monitor enviou 200 mensagens aos alunos, sendo que significativa parte destas foram por meio da opção endereço, que envia mensagem para todos os alunos simultaneamente.
7. Considerações Finais
Refletir, pesquisar, construir, refinar estruturas que possam viabilizar as diversas propostas pedagógicas, que realmente viabilizem uma aprendizagem ativa, onde a comunicação se processe de forma multidirecional é fundamental para o sucesso de cursos a distância.
Propiciar ambientes de interação e colaboração não é suficiente. é necessário que todas as mensagens sejam respondidas, que os alunos sejam atendidos nas suas expectativas, que os professores estejam preparados para atuar no novo cenário. A flexibilidade no cumprimento dos prazos e a aceitação da produção dos alunos contextualizada permitem que os espaços de diálogo sejam contribuição real para o aprendizado.
A avaliação parcial do curso apresenta números positivos, a quantidade de mensagens mostra a utilização efetiva dos espaços de comunicação e o envolvimento dos alunos, professores e equipe de EAD. Os indicadores de utilização dos espaços de comunicação devem se manter estáveis, apontando resultados finais satisfatórios.
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