Textos
Ernesto Macedo Reis, Flávia Rezende, Susana de Souza Barros
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Formação Continuada a Distância de Professores de Física de Nível Médio: Desenvolvimento e Avaliação de um Curso Piloto com Suporte na Internet Ernesto Macedo Reis
(Texto para download: Formato Word (.DOC)) RESUMO A necessidade de complementar a formação de professores de ciências que lecionam Física em localidades distantes dos grandes centros e a dificuldade que os professores encontram para investir em sua formação levou o CEFET-Campos a implementar um projeto visando à formação continuada a distância de professores de Física através de um ambiente construtivista de aprendizagem a distância (ACAD-FÍS) com suporte na Internet. As etapas do desenvolvimento do ambiente virtual, a formação de professores do CEFET-Campos para desempenharem o papel de tutores/orientadores e a avaliação do curso piloto oferecido a 20 professores de Física de Bom Jesus de Itabapoana são discutidas neste trabalho. O protótipo do ambiente foi desenvolvido em Front Page e ligado a um gerenciador virtual de cursos (Universite *) para viabilizar recursos de comunicação como fórum de discussão, chat e e-mail. Os dados utilizados para a avaliação do curso piloto foram: (i) observação dos encontros presenciais; (ii) análise da interação on-line entre cursistas e orientadores; (iii) respostas a um questionário sobre a leitura dos materiais bibliográficos; e (iv) a resolução de uma situação-problema pelos cursistas. A análise dos resultados discriminou elementos que podem contribuir para a generalização de métodos adequados para a formação permanente a distância do professor em serviço. 1. Introdução O número insuficiente de professores de física de nível médio leva muitas escolas a aproveitarem professores com formação de áreas afins tais como Química, Biologia, Matemática para atuarem como professores dessa disciplina. Se por um lado, a falta de especificidade da formação inicial neste caso já representa um problema, por outro, as atuais condições de trabalho dos professores, que implicam terem que assumir carga didática excessiva, dificultam sua formação continuada. A mudança da concepção de cursos presenciais de formação continuada para a modalidade a distância atende a uma série de problemas a serem enfrentados por professores de áreas distantes dos grandes centros como por exemplo, a escassez de tempo e recursos para deslocamento. Hoje, os avanços das novas tecnologias de informação e comunicação oferecem ferramentas que podem viabilizar a educação a distância de modo a alcançar os professores em suas localidades, seja na escola ou em suas residências. O CEFET-Campos, que vem oferecendo cursos presenciais de formação continuada atendendo a solicitações de professores do Ensino Médio de escolas estaduais e de prefeituras do norte-fluminense, começou recentemente a envidar esforços em um projeto de formação continuada de professores de Física na modalidade a distância (Reis, et al., 1999). Neste contexto, foi implementado e avaliado um curso através de um ambiente construtivista de aprendizagem a distância com suporte da Internet para o aperfeiçoamento de um grupo de professores de Física sem a formação específica de Bom Jesus de Itabapoana. O projeto incluiu as etapas de desenvolvimento do ambiente virtual, da preparação de professores do CEFET-Campos para desempenharem o papel de tutor/orientador e da implementação e avaliação de um curso piloto, que serão brevemente descritas neste trabalho. 2. Desenvolvimento do Ambiente Construtivista de Aprendizagem a Distância A concepção pedagógica do ambiente construtivista de aprendizagem (Wilson, 1996, Struchiner et al., 1998) teve como objetivo favorecer a participação ativa do professor-cursista no seu processo de aprendizagem e a troca de experiências entre os participantes, utilizando elementos teóricos da Aprendizagem Baseada em Casos (ABC) (Savery & Duffy, 1995, Schank & Cleary, 1995) e do desenvolvimento a partir da interação social entre indivíduos (Vygotsky, 1984) como fundamento da aprendizagem cooperativa (AC). A aprendizagem cooperativa se refere à construção de conhecimentos de um grupo que compartilha objetivos com a intenção de criar algo novo, que pode ser, por exemplo, a solução de um problema. Para concretizar a ABC no ambiente virtual, foi utilizado o modelo de Struchiner & Rezende (1998) que prevê etapas de interação com uma situação-problema (caso) visando à sua solução pelo aluno: no primeiro momento, o caso é apresentado a partir da descrição de uma situação particular, contextualizada. A riqueza da descrição é importante na medida em que deixa a critério do aluno selecionar os elementos que, na sua visão, representam o problema. Uma vez identificado, a idéia central do modelo é que o aluno poderá recorrer a informações disponíveis no ambiente como por exemplo referências bibliográficas e diferentes visões (hipóteses de solução feitas por especialistas) para a formulação de sua hipótese de solução. O protótipo do ambiente construtivista de aprendizagem a distância para a formação continuada de professores de Física (ACAD-FÍS), desenvolvido em Front Page, é composto por um conjunto de páginas cujos objetos de navegação, conteúdos e ligações procuram adequar-se ao modelo descrito acima. O site do protótipo foi ligado a um gerenciador virtual de cursos (Universite *) para viabilizar recursos de comunicação como fórum de discussão, chat e e-mail. A primeira página do ACAD-FÍS apresenta o curso, suas finalidades, concepção pedagógica e as atividades a serem desenvolvidas pelo aluno. O protótipo oferece três situações-problema relacionadas à prática pedagógica de um professor de física que está ensinando o conteúdo "Força & Movimento: Leis de Newton" cuja solução deverá ser um plano de aula ou de unidade. Na página onde o aluno resolve as situações-problema, ele pode baixar documentos e artigos científicos (Quadro 1) para o seu computador e se conectar a sites que julgamos relevantes para a solução das situações propostas, relacionados ao "Conteúdo de Física" e a "Inovações Pedagógicas e Tecnológicas no Ensino de Física". Nesta página o aluno também tem acesso a uma solução (visão) da situação-problema proposta por um especialista em ensino de Física que também pode servir de subsídio para o seu trabalho. Quadro 1 Títulos dos Documentos e Artigos disponíveis no ACAD-FÍS A programação do protótipo do ACAD-FÍS e administração do site foi atribuída a um técnico de nível superior em informática, na condição de bolsista de iniciação científica do CEFET-Campos. O protótipo do ACAD-FÍS foi pré-testado com 20 professores de Física de Macaé com o objetivo de identificar problemas de linguagem da interface, de compreenssão da navegação e da metodologia da ABC sobre a qual o ACAD-FÍS se baseia e gerar modificações que deveriam ser introduzidas. Mais do que nos servir para indicar mudanças que foram feitas para facilitar a navegação, essa experiência mostrou a importância da familiarização da população-alvo do curso com o uso das novas tecnologias para que um curso desse tipo seja possível. Mesmo que quase totalidade dos professores dispusessem do equipamento necessário em suas residências e na escola, os professores não estavam familiarizados com o acesso e uso da Internet nem com a utilização de seus recursos de comunicação, necessitando de mais tempo do que o previsto para superarem as dificuldades. 3. Preparação dos tutores/orientadores A necessidade de realização de um programa de preparação dos tutores para aturarem neste curso a distância surgiu de uma oficina presencial realizada com 18 professores de Ciências de Campos oferecida pelo CEFET-Campos com colaboração da UFRJ cujo objetivo principal foi a familiarização com as metodologias da ABC e da AC e a coleta de dados que dessem subsídios para um processo semelhante a distância com base nestas abordagens pedagógicas. Um dos resultados desta experiência (Rezende et al., 2000a) foi a solicitação por parte dos professores de Física do CEFET-Campos que atuaram como orientadores e que iriam atuar no curso a distância a ser realizado, de que fosse oferecido pelo projeto um programa de preparação que os capacitasse a atuar de forma mais eficiente com os recursos tecnológicos e com as abordagens pedagógicas utilizadas. A partir dessa solicitação, foi realizado um programa de 4 oficinas (Rezende et al., 2000b) presenciais com atividades a distância com a participação de um número variável de professores do CEFET-Campos, tendo os 4 professores (2 professores de Física, um deles o coordenador da equipe, um professor de Matemática e uma especialista em Pedagogia) futuros tutores/orientadores do curso piloto, participado de todo o programa. As atividades presenciais estão descritas no Quadro 2. As atividades a distância se deram por meio de chats e de um fórum de discussão com colaboração de duas especialistas da UFRJ envolvidas no projeto. Quadro 2 Atividades Presenciais do Programa de Formação de Tutores/Orientadores
Dentre os professores de Física de Bom Jesus de Itabapoana que se mostraram interessados em participar do curso piloto, 20 professores que atendiam ao critério de estarem ensinando Física sem a formação específica, sendo 10 professores formados em Ciências, 7 em Matemática, um em Biologia, um em Ciências Agrárias, e um com Estudos Adicionais, foram selecionados. Foi montada uma sala com 8 microcomputadores em uma escola local onde os professores podiam acessar o ACAD-FÍS para realizarem as atividades e se comunicarem com os tutores/orientadores. O site do ACAD-FÍS, hospedado inicialmente no servidor do CEFET-Campos, foi hospedado também em um provedor comercial local para facilitar o acesso em qualquer horário, apesar desta solução não permitir o envio das etapas de solução do caso a partir da interface do ambiente. O coordenador do curso teve como principal missão manter o grupo de orientadores unido em torno dos objetivos do curso. Cada orientador foi responsável por um grupo de 5 cursistas. Coube aos orientadores se comunicarem via e-mail com os cursistas corrigindo tarefas, respondendo às dúvidas, estimulando novos questionamentos e buscas. O curso piloto foi iniciado com dois encontros presenciais, o primeiro (8h) com o objetivo de familiarizar os professores com o uso do computador e recursos de comunicação da Internet e o segundo (4h) para discussão da metodologia da ABC. Nesses encontros, os cursistas receberam um conjunto de 12 entrevistas com especialistas em Educação publicadas no caderno "Educaçção & Trabalho" do Jornal do Brasil que complementariam os textos disponíveis no ACAD-FÍS e tiveram contato com o sistema hipermídia "Força & Movimento" (Rezende, 1996). A próxima etapa do curso se desenvolveu a distância ao longo de 5 semanas, incluindo basicamente a participação dos professores-cursistas e tutores/orientadores em uma lista de discussão através do Universite, a troca de e-mails entre professores e tutores, o trabalho presencial em grupo e o acesso do ACAD-FÍS para que trabalhassem na solução da situação-problema. Embora o ambiente oferecesse três situações-problemas relacionadas diretamente às áreas de informação disponíveis, os professores trabalharam em 4 grupos para resolver apenas uma situação-problema (Anexo 1) utilizando as informações disponíveis no ACAD-FÍS. À medida em que os grupos iam preenchendo os campos referentes às etapas de solução do caso, seu trabalho ficava registrado em um portfolio acessível aos demais grupos e dos tutores/orientadores. 5. Avaliação do curso piloto Os seguintes dados foram utilizados como subsídio para a avaliação do curso piloto: (i) Observação dos encontros presenciais Ao final da etapa presencial, pôde-se observar que os professores-cursistas após familiarizarem-se com os recursos de comunicação da Internet conhecerem as possibilidades do ACAD-FÍS e do Universite e conseguiram transpor uma fase de dificuldade inicial sobretudo devido ao apoio colaborativo de colegas mais experientes com o uso das novas tecnologias. O acesso ao Universite foi restrita ao Fórum de Discussão realizado ao longo do curso dificultado entretanto pela falta de condições técnicas do provedor local (56 kB) na cidade de Bom Jesus do Itabapoana. As intervenções no fórum de discussão ficaram restritas a horários de difícil acesso (até 8:00h ou após 23:00h) para os cursistas. Assim, os e-mails que também poderiam ser enviados pelo Universite foram enviados através do provedor local para a coordenação do curso e redirecionados para os tutores. A análise dos e-mails enviados aos tutores mostrou que os cursistas, na segunda semana, perceberam que nenhuma resposta objetiva seria dada pelos tutores/orientadores às perguntas do tipo "o que faço?", "como encontro isso?", "o que é isso?" ou "está certo ou errado o que estou dizendo?" o que os levou, provavelmente, a uma reflexão sobre seu processo de construção de conhecimento e conseqüentemente a um mudança de postura que ficou clara também no fórum de discussão, como pode ser depreendido da intervenção de um professor-cursista:
A análise dos e-mails enviados aos tutores/orientadores e das intervenções dos professores no fórum de discussão mostrou que houve muita dificuldade de ambas as partes em encontrar materiais didáticos como por exemplo vídeos e software educativos que pudessem subsidiar as propostas de solução dos grupos e ainda materiais sobre resultados da pesquisa em ensino como por exemplo atas de congressos e periódicos especializados da área. O questionário sobre a leitura do material revelou que a maior parte dos professores leu os textos disponíveis no ACAD-FÍS, o que ficou claro também nos e-mails enviados aos tutores/orientadores quando questões pertinentes a diversas leituras eram levantadas. As referências bibliográficas listadas no Universite se constituíam em resenhas, o que implicava que os cursistas tivessem que pesquisar em bibliotecas para ter acesso aos textos. Os dados analisados não permitiram detectar influência dessas leituras, o que parece indicar também o pouco acesso ao Universite. As fichas de resolução de casos preenchidas por 4 dos 5 grupos de professores-cursistas, apesar de não terem apresentado a especificidade necessária em termos do conteúdo de Física e das informações disponíveis no ACAD-FÍS, (o que pode ser atribuído também à falta de especificidade por parte dos orientadores) permitiram verificar o quanto o curso contribuiu para tornar o professor mais reflexivo e voltado para a aprendizagem do estudante. A mudança da postura diante da sua própria construção do conhecimento na interação com os tutores também contribuiu para a percepção crítica de sua prática pedagógica. Na identificação do problema e busca de soluções para o caso estudado todos os grupos se mostraram preocupados com a motivação dos alunos sugerindo estratégias baseadas em tarefas concretas e partindo do que o aluno já sabe. Apesar disso, não mencionaram nenhuma estratégia que explorasse dificuldades conceituais dos estudantes específicas em termos de conteúdo. A ênfase dos 4 grupos foi na renovação metodológica que incluía materiais didáticos como experimentos, vídeos ou sites da Internet sem no entanto especificarem aqueles que poderiam ser mais adequados às metodologias propostas. A análise de conteúdo do Fórum de Discussão e do banco de e-mails possibilitou verificar que os professores cursistas atribuíram muita importância ao ACAD-FÍS e que tiveram facilidade na sua utilização. Além disso, parece ter havido o reconhecimento de que o modelo da ABC visava a contribuir de forma dinâmica para seu aperfeiçoamento sem fornecer respostas prontas o que parece ter mantido o interesse e ter garantido a interatividade entre os professores-cursistas durante todo o curso. É importante mencionar que apesar de um dos grupos não ter apresentado a solução do caso no prazo estabelecido pelo coordenador, não houve evasão ao longo das 5 semanas de curso, mesmo considerando as dificuldades inerentes à EAD e às inovações introduzidas de caráter pedagógico e tecnológico. Quanto a esse último aspecto, ficou claro que essa experiência elevou o grupo a um patamar superior no uso do computador e das ferramentas de comunicação da Internet. 6. Conclusões e recomendações Este trabalho investigou a possibilidade de utilização das novas tecnologias na formação continuada do professor de Física que diferentemente de sua utilização em atividades do dia-a-dia, implica sua incorporação como recurso pedagógico. A falta de especificidade das propostas de solução do caso apresentadas pelos cursistas indicou a necessidade de revisão do curso principalmente no que diz respeito à orientação sobre o que se espera da solução do caso. Podemos dizer que o ambiente de aprendizagem virtual modelado segundo a proposta metodológica da ABC e a situação-problema utilizada permitiram a identificação dos professores e tornou factível um estudo em grupos sob regime de cooperação, apesar de presencial. Houve construção coletiva entre os grupos que se mantiveram estimulados durante todo o processo, já que não houve evasão. O trabalho sugere que ambientes construtivistas para aprendizagem a distância com suporte na Internet podem ser úteis para a formação continuada do professor possibilitando a construção de novos conhecimentos relacionados a inovações metodológicas, tecnológicas e à reforma curricular bem como atingir um patamar superior no que diz respeito ao uso das novas tecnologias. Esse patamar é hoje fundamental para que os professores estejam sintonizados com a linguagem dos alunos que chegam no ensino médio cada vez mais familiarizados com a utilização das novas tecnologias. Não obstante as dificuldades tecnológicas, o baixo acesso ao Universite pode ser explicado pelo fato de que a tarefa a ser realizada estava apresentada no ACAD-FÍS além do fato de a modelagem do ambiente, baseada na ABC, não se relacionar com a modelagem pedagógica do Universite. Esta experiência encaminha como continuidade a inclusão no ambiente virtual de materiais didáticos que viabilizem a solução dos casos pelos professores, de visões de especialistas mais específicas além das ferramentas de comunicação.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA REIS, Macedo Ernesto, Rezende, Flavia & Barros, Susana de Souza (1999). Proposta de Ambiente Construtivista de Aprendizagem a Distância para Atualização de Professores de Física do Norte-fluminense. Anais do VI Congresso Internacional de Educação a Distância, Rio de Janeiro, RJ, agosto. REZENDE, Flavia. (1996). A Hipermídia no Ensino de Física facilitando a construção de conceitos de Mecânica Básica. (Tese de Doutorado). Departamento de Educação, PUC-Rio. REZENDE, Flavia, Souza Barros, Susana & Reis, Ernesto M. (2000a). Aprendizagem baseada em casos na formação continuada a distância de professores de física: contribuições do estudo de uma situação presencial. Anais do VII Encontro de Pesquisa em Ensino de Física, Florianópolis, SC, março. REZENDE, Flavia, Souza Barros, Susana & Reis, Ernesto M. (2000b). Preparação de Orientadores para a Formação Continuada a Distância de Professores de Física de Ensino Médio. Anais da VIII Interamerican Conference on Physics Education, Canela, RS, julho. SAVERY, John R. & Duffy, Thomas M. (1995). Problem Based Learning: an instructional model and its constructivist framework. Educational Technology, Setember-October. SCHANK, Roger C. & Cleary, Chip (1995). Engines for Education. Hillsdale, NJ, Lawrence Erlbaum Associates. STRUCHINER, Miriam & Rezende, Flavia (1998). Uma proposta de modelo para ensino baseado em casos para um ambiente de EAD. Mimeo, LTC-NUTES,. STRUCHINER, Miriam, Rezende, Flavia, Ricciardi, Regina M. V. & Carvalho, Maria Alice P. (1998). Elementos Fundamentais para o Desenvolvimento de Ambientes Construtivistas de Aprendizagem a Distância. Tecnologia Educacional, v. 26(142), Jul/Ago/Set. VYGOSTSKY, L. (1984). A Formação Social da Mente: O Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores. São Paulo, Martins Fontes. WILSON, Brent G. (1996). What is Constructivist Learning Environments? In Wilson Brent G. (Ed.), Constructivist Learning Environments: Case Studies in Instructional Design. Englewood Cliffs, NJ: Educational Technology Publications. ANEXO 1 Situação Problema Aderbaldo é professor de física de uma escola pública de um município do interior do Estado do Rio de Janeiro. Esta escola dispõe de recursos como biblioteca e um laboratório de informática, inaugurado há 1 ano. A direção da escola está começando a implementar um novo projeto político pedagógico baseado nos PCNs e na apropriação dos recursos de informática pelos professores. A Turma 11 é uma das 3 em que Aderbaldo dá aulas nessa escola. É uma turma heterogênea e em geral participativa. Aderbaldo terminou a Unidade "Força & Movimento" nesta turma hoje. Desenvolveu as 3 aulas da unidade basicamente expondo o conteúdo corretamente, com clareza e utilizando como recursos o quadro de giz, o livro-texto e os exercícios do mesmo. Durante as aulas, Aderbaldo escrevia a matéria no quadro e os alunos copiavam permanecendo em silêncio. Na última aula da unidade, Aderbaldo resolveu fazer algumas perguntas sobre os conceitos gerais mais importantes apresentados e os alunos não responderam. O sinal tocou e Aderbaldo saiu da sala questionando-se sobre como desenvolveu esta unidade e como planejar a próxima. |

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